31 de dez de 2012

Resolução de ano novo???!!!!



foto: Pierre Verger
Perguntaram a OSHO:
Se fosse para tomar uma única RESOLUÇÃO de ANO NOVO, qual você sugeriria?

Esta e só esta pode ser a resolução de ano novo: Eu resolvo nunca fazer qualquer resolução porque todas as resoluções são restrições do futuro. Todas as resoluções são prisões. Você decide hoje em vez de amanhã? Você destruiu o amanhã.
Permita que o amanhã tenha sua própria existência. Deixe que ele venha à maneira dele! Deixe-o trazer seus próprios presentes.
Resolução significa que você irá permitir apenas isso e que você não irá permitir aquilo. Resolução significa que você gostaria que o sol nascesse no oeste e não no leste. Se ele nasce no leste, você não vai abrir as suas janelas, você vai manter as janelas abertas para o oeste.
O que é resolução? Resolução é luta. Resolução é ego. Resolução é dizer: "Eu não posso viver de forma espontânea." E se você não pode viver de forma espontânea, você absolutamente não vive - você só finge.
Então, deixe apenas uma resolução estar lá: eu nunca vou fazer quaisquer resoluções. JOGUE FORA TODAS AS RESOLUÇÕES! DEIXE A VIDA SER UMA ESPONTANEIDADE VERDADEIRA. A única regra de ouro é que não existem regras de ouro.

Osho, em "Walk without Feet, Fly without Wings and Think without Mind


30 de dez de 2012

Felicidade













A felicidade está tão perto da gente.
Mas tão perto que não a percebemos.
Está...
No olhar do ser amado,
Num simples abraço,
Numa palavra de carinho,
Na luz do sol,
No vento que anuncia a chuva,
Nas flores, nos pássaros
No céu, na lua e nas estrelas...
A felicidade esta em todo lugar.
Mas somos cegos, surdos e mudos
Para poder percebê-la.
Queremos "tocar" a "Dona Felicidade".
Mas ela, é intocável
Só é sentida
Lá dentro do coração...
Vamos abrir todos os nossos sentidos.
Deixá-los livres para perceberem os mínimos detalhes do
dia a dia.
Tente, passe um dia só, percebendo e sentindo seus
"Pedacinhos de Felicidade".
No final do dia, você irá descobrir que não precisa muito para ser feliz.
Basta juntar os pequenos momentos para que se tornem grandes.
Um dia desses, vi um comentário de alguém sobre a felicidade: (...) Vê se tem a felicidade pra você me dar! Algo assim!! 
Todos queremos tanto essa tal felicidade e muitas vezes  nem percebemos que ela está a nossa volta: naquele arco-íris que insistimos em não vê-lo: nas cores e seus matizes que estão colorindo a nossa vida mas insistimos em ver tudo cinza.
Permita-se deixe que a felicidade seja a companheira de todas as horas em 2013!
Dessas coisinhas simples que podem nos fazer tão felizes!!!
Desejo pra você dias repletos de coisinhas simples que possam te fazer muito feliz!!!

Paz e luz!
Judi Menezes

26 de dez de 2012



Concentra-te neste dia que desponta, pois ele é a vida, a própria vida em teu breve curso.
Jazem nele todas as verdades e realidades de tua existência.
A felicidade de crescer,
A glória de agir,
O esplendor da beleza,
Pois o dia de ontem é apenas um sonho,
E o amanhã uma visão,
Mas o dia de hoje bem vivido,
Torna cada dia passado um sonho de felicidade,
E cada amanhã uma visão de esperança.
Concentra-te, portanto, neste dia!
Neste dia maravilhoso que desponta.

Kalidasa ( Considerado como o maior poeta e dramaturgo no idioma sânscrito. Seu lugar na literatura sânscrita é semelhante ao de Shakespeare na inglesa. Suas peças de teatro e poesias são principalmente baseadas na mitologia e filosofia hindu

Todas as manhãs são experiências ricas e maravilhosas!!
Paz e luz!!
Que todos os seus dias sejam novos...
Judi Menezes



18 de nov de 2012

Machado de Assis ( meu escritor primeiro) :

"E enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo rindo, cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida."

17 de nov de 2012

O ALVO E A SETA
Paulinho Moska


Eu falo de amor à vida,
Você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso
E você de azar ou sorte.

Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa,
Mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros.
Eu digo: "Te amo!"
E você só acredita quando eu juro.

Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era.
E o que era?
Era a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu grito por liberdade,
Você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar.

Eu corro todos os riscos,
Você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa não te espera!

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?

Sempre a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?



Essa coisa de sintonia destoante que as vezes teima em visitar as nossas histórias...
Boa reflexão.
Paz e luz!!
Judi Menezes

10 de nov de 2012








É precisamente por serem impermanentes todas as formações que nasceu essa menina. É por serem impermanentes todas as formações que ela pode crescer. É por ser tudo impermanente que existe o encontro com a pessoa amada. É por ser tudo imperm
anente que brigamos e que temos um bom relacionamento. É por ser tudo impermanente que as flores e a vegetação florescem na primavera. É belo quando uma flor desabrocha e também é belo quando ela murcha. E mais do que qualquer outra coisa não é a mente que sente a impermanência a própria impermanência? Não é assim que você estava até agora? ...................... Ao esquecer o tópico anterior e sem prestar nenhuma atenção nisso pensa e deixa de pensar sem saber de onde surgem esses pensamentos. Assim sendo, comparado com isso não está aquela menina cheia de vida? Não é ela perfeitamente livre?”

“É assim na verdade. Por acaso não surge e desaparece sem conhecer repouso?”

“Assim sendo, não é a impermanência de todas as formações um sinônimo de estar vivo? Não será por acaso um sinônimo da liberdade? Quem pode dizer que não é um sinônimo da luz e da alegria? Quem sabe se não se trata de um sinônimo de estar perfeitamente liberado desde o início?”

Trecho de texto de Saikawa Roshi, tradução do Rev. Joaquim Monteiro do original japonês.


Não prescinde comentários!
Boa reflexão!
Paz e luz!!
Judi Menezes





Adote, daqui para a frente, a seguinte prática espiritual: ao caminhar pela vida, não dê 100 por cento de atenção ao mundo exterior e à sua mente. Deixe alguma coisa no interior.
Sinta o corpo interior, mesmo quando estiver fazendo alguma atividade de rotina, principalmente nos relacionamentos ou quando em contato com a natureza. Sinta a serenidade bem lá no fundo.
Mantenha a porta aberta.
É possível ficar consciente do Não Manifesto em todas as ocasiões.
Você sentirá uma profunda sensação de paz em algum lugar lá no fundo, uma serenidade que nunca abandonará você, não importa o que aconteça lá fora. Esse é o estado de conexão com a Fonte. É o que chamamos iluminação.


O poder do agora – Eckhart Tolle
Paz e luz!!
Judi Menezes


27 de jul de 2012

O casal perfeito
Lya Luft




A solidão dos homens tem a medida da solidão de suas mulheres. Isso eu disse e escrevi - e repito - em dezenas de palestras por este país afora. Aí me pedem para escrever sobre o casal perfeito: bom para quem gosta de desafios.

O casal perfeito seria o que sabe aceitar a solidão inevitável do ser humano, sem se sentir isolado do parceiro - ou sem se isolar dele? O casal perfeito seria o que entende, aceita, mas não se conforma, com o desgaste de qualquer convívio e qualquer união?
Talvez se possa começar por aí: não correr para o casamento, o namoro, o amante (não importa) imaginando que agora serão solucionados ou suavizados todos os problemas - a chatice da casa dos pais, as amigas ou amigos casando e tendo filhos, a mesmice do emprego, chegar sozinha às festas e sexo difícil e sem afeto.

Não cair nos braços do outro como quem cai na armadilha do 'enfim nunca mais só!', porque aí é que a coisa começa a ferver. Conviver é enfrentar o pior dos inimigos, o insidioso, o silencioso, o sempre à espreita, o incansável: o tédio, o desencanto, esse inimigo de dois rostos.

Passada a primeira fase de paixão (desculpem, mas ela passa, o que não significa tédio nem fim de tesão), a gente começa a amar de outro jeito. Ou a amar melhor; ou, aí é que a gente começa a amar. A querer bem; a apreciar; a respeitar; a valorizar; a mimar; a sentir falta; a conceder espaço; a querer que o outro cresça e não fique grudado na gente.

O cotidiano baixa sobre qualquer relação e qualquer vida, com a poeira do desencanto e do cansaço, do tédio. A conta a pagar, a empregada que não veio o filho doente, a filha complicada, a mãe com Alzheimer, o pai deprimido ou simplesmente o emprego sem graça e o patrão de mau humor.

E a gente explode e quer matar e morrer, quando cai aquela última gota - pode ser uma trivialíssima gota - e nos damos conta: nada mais é como era no começo. Nada foi como eu esperava. Não sei se quero continuar assim, mas também não sei o que fazer. Como a gente não desiste fácil, porque afinal somos guerreiros ou nem estaríamos mais aqui, e também porque há os filhos, os compromissos, a casa, a grana e até ainda o afeto, é preciso inventar um jeito de recomeçar, reconstruir. Na verdade devia-se reconstruir todos os dias. Usar da criatividade numa relação. O problema é que, quando se fala em criatividade numa relação, a maioria pensa logo em inovações no sexo, mas transar é o resultado, não o meio. Um amigo disse no aniversário de sua mulher uma das coisas mais belas que ouvi: 'Todos os dias de nosso casamento (de uns 40 anos), eu te escolhi de novo como minha mulher'.

Mas primeiro teríamos de nos escolher a nós mesmos diariamente. Ao menos de vez em quando sentar na cama ao acordar, pensar: como anda a minha vida? Quero continuar vivendo assim? Se não quero, o que posso fazer para melhorar? Quase sempre há coisas a melhorar, e quase sempre podem ser melhoradas. Ainda que seja algo bem simples; ainda que seja mais complicado, como realizar o velho sonho de estudar, de abrir uma loja, de fazer uma viagem, de mudar de profissão.

Nós nos permitimos muito pouco em matéria de felicidade, alegria, realização e sobre tudo abertura com o outro. Velhos casais solitários ou jovens casais solitários dentro de casa são terrivelmente tristes e terrivelmente comuns.

É difícil? É difícil. É duro? É duro.
Cada dia, levantar e escovar os dentes já é um ato heróico, dizia Hélio Pellegrino.

Viver é um heroísmo, viver bem um amor mais ainda.

O casal perfeito talvez seja aquele que não desiste de correr atrás do sonho de que, apesar dos pesares, a gente, a cada dia, se escolheria novamente, e amém.

Sem comentários! Esse texto fala por si e reflete o meu desejo, sincero, que você e sua/seu companheira(o) consigam reconstruir, reinventar e repaginar todos os dias o seu amor... 
Ahh! A autora pode falar com muita propriedade sobre amor! Ela abandonou um casamento "sólido" para viver um grande amor. E viveu até o último momento... 
Paz e luz!
Judi Menezes

20 de jul de 2012



Há um tempo atrás acredito que em 2009 eu escrevi esse texto...estava muito inspirada, mandei para algumas pessoas, pessoas especiais!! 
Hoje estava me sentindo uma IDIOTA!! Nem lembrava direito que tinha escrito esse texto. E por me sentir uma idiota, coloquei no google, realmente tinha algumas coisas pra fazer, mas como toda idiota que se preza, resolvi "jogar" a frase (sou uma idiota) e eis a surpresa meu texto estava lá. Pelo menos não divulgaram a autoria. Consta como autor desconhecido. Ultimamente, algumas pessoas que conhecem um pouco do que escrevo, dizem ter encontrado textos meus na net. Sinceramente, não me importo com essa questão de autoria, não vivo disso e nem sou vaidosa o suficiente para... Fico até lisonjeada que alguém tenha gostado e resolvido adotar, tomar para si a autoria.
Com vocês, assumindo a autoria e a idiotice!!!
Paz e luz!
Judi Menezes

EU SOU UMA IDIOTA

Hoje reparei um pouco mais na pessoa refletida no espelho.
Fiz uma séria constatação. EU SOU IDIOTA!
Isso mesmo, idiota. Mas não pense que tenho vergonha disso.Nos dias de hoje, ser idiota é privilégio. Os idiotas de hoje são aqueles que conseguem sorrir mesmo quando a dor aperta.
São aqueles que ainda dizem Eu te Amo olhando nos olhos, que valorizam abraços e gostam de andar de mãos dadas.
Idiotas são aqueles que crêem num sentimento sincero, que ainda esperam encontrar um amor perfeito, que escrevem e lêem poesias e que mandam flores.
Idiotas são românticos, no sentido mais meloso da palavra, mas não se envergonham disso. São aqueles que se permitem chorar quando a dor machuca, quando o amor se vai ou o filme emociona.
Cantam músicas de amor como se fossem hinos, mesmo porque, para seus corações apaixonados realmente são.
Idiotas são sentimentais. Se magoam com a menor das brigas e lutam pela reconciliação. São aqueles que não ligam para o que os outros dizem, eles se dão por completo.
Idiota é aquele que pede desculpa mesmo sem ter errado, que pede licença, que dá bom dia, boa tarde, boa noite. Que pergunta “como vai?”, “precisa de alguma coisa?”, “ta tudo bem?’. É aquele que não esquece nem do amigo que não dá mais notícias, aquele que lembra da infância e comemora o quanto foi bom.
Idiota é aquele que ri de si próprio, que brinca de descobrir desenho em nuvem, que anda descalço e toma banho de chuva.
Que chora por briga de amor, e que a cada briga acha que o mundo acabou, mas que logo perdoa.
Idiota é aquele que, mesmo nesse mundo corrompido, insiste em ser sincero. Que estende a mão pra ajudar quem for, que faz o bem sem olhar a quem.
Idiotas se preocupam, se arrumam e se enfeitam para ver a pessoa amada. Querem estar sempre belos, nem que seja só pra se olhar no espelho.
Idiotas se divertem.Idiotas tem amigos.Idiotas amam. e até acreditam em amores eternos. Idiotas são felizes...Hoje afirmo com todas as letras, eu sou uma idiota e ñ me envergonho disso!!! Mas, continuo sendo uma IDIOTA.




Pode ser idiota!!
Mas, é uma verdade, pelo menos, para algumas pessoas.
Paz e luz!
Judith

17 de jul de 2012






Esse é um dos texto que suscitam a nossa reflexão. Ele nos mostra que a vida nada mais é do que uma viagem e nos faz refletir sobre a sua importância.
Portanto, dedico esse texto a você , talvez nossos assentos não estejam lado a lado, mas com certeza , de alguma forma, estamos no mesmo vagão!
Paz e Luz!!
Judi Menezes

Confira, abaixo, o texto "A vida é como uma viagem de trem" da série "Textos: Lendo, Aprendendo...":

A Vida é como uma viagem de trem

A nossa vida é como uma viagem de trem, cheia de embarques e
desembarques, de pequenos acidentes pelo caminho, de surpresas
agradáveis com alguns embarques e de tristezas com os desembarques.

Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas
que, acreditamos que farão conosco a viagem até o fim: nossos pais. Não
é verdade. Infelizmente, em alguma estação, eles desembarcam,
deixando-nos órfãos de seus carinho, proteção, amor e afeto.

Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem pessoas
interessantes que virão ser especiais para nós: nossos irmãos, amigos e
amores.

Muitas pessoas tomam esse trem a passeio. Outras fazem a viagem
experimentando somente tristezas. E no trem há, também, outras que
passam de vagão em vagão, prontas para ajudar quem precisa.

Muitos descem e deixam saudades eternas. Outros tantos viajam no trem de
tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém sequer percebe.

Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros
acomodam-se em vagões diferentes do nosso. Isso nos obriga a fazer essa
viagem separados deles. Mas isso não nos impede de, com grande
dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles. O difícil
é aceitarmos que não podemos sentar ao seu lado, pois outra pessoa
estará ocupando esse lugar.

Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas,
embarques e desembarques. Sabemos que esse trem jamais volta.

Façamos essa viagem da melhor maneira possível, tentando manter um bom
relacionamento com todos, procurando em cada um o que tem de melhor,
lembrando sempre que, em algum momento do trajeto poderão fraquejar, e,
provavelmente, precisaremos entender isso. Nós mesmos fraquejamos
algumas vezes. E, certamente, alguém nos entenderá.

O grande mistério é que não sabemos em qual parada desceremos.

E fico pensando: quando eu descer desse trem sentirei saudades? Sim.
Deixar meus filhos viajando sozinhos será muito triste. Separar-me dos
amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim dolorido.

Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação
principal, e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não
tinham quando embarcaram.

E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, eu colaborei para
que essa bagagem tenha crescido e se tornado valiosa.

Agora, nesse momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e
desembarquem pessoas. Minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai
diminuindo sua velocidade…

Quem entrará? Quem sairá? Eu gostaria que você pensasse no desembarque
do trem, não só como a representação da morte, mas, também, como o
término de uma história, de algo que duas ou mais pessoas construíram e
que, por um motivo ínfimo, deixaram desmoronar.

Fico feliz em perceber que certas pessoas como nós, têm a capacidade de
reconstruir para recomeçar. Isso é sinal de garra e de luta, é saber
viver, é tirar o melhor de “todos os passageiros”.

Agradeço muito por você fazer parte da minha viagem, e por mais que
nossos assentos não estejam lado a lado, com certeza, o vagão é o mesmo.


(Autor Desconhecido)





15 de jul de 2012






"O julgamento é feio - ele fere as pessoas. Por um lado, você vai machucando, ferindo-as; e por outro lado, você quer o amor delas, seu respeito. Isso é impossível. Ame-as, aceite-as e, talvez, seu amor e respeito possa ajudá-las a mudar muitas de suas fraquezas, muitas de suas falhas - porque o amor lhes dará uma nova energia, um novo significado, uma nova força. O amor lhes dará novas raízes para se erguerem contra os ventos fortes, um sol quente, a chuva forte. Se apenas uma única pessoa o ama, isso o faz tão forte, que você nem pode imaginar. Mas, se ninguém o ama neste vasto mundo, você fica simplesmente isolado; então, você pensa que é livre, mas você está vivendo numa cela isolada em uma cadeia. É que a cela isolada é invisível; você a carrega consigo." Osho

Paz e luz!!!
Lembre-se que investigar as  raízes  fortalece a  árvore!!
Judi Menezes

9 de jul de 2012



Aprendi que se aprende errando
Que crescer não significa fazer aniversário.
Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem.
Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro.
Que amigos a gente conquista mostrando o que somos.
Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim.
Que a maldade se esconde atrás de uma bela face.
Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela
Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada
Que a Natureza é a coisa mais bela na Vida.
Que amar significa se dar por inteiro
Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos.
Que se pode conversar com estrelas
Que se pode confessar com a Lua
Que se pode viajar além do infinito
Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde.
Que dar um carinho também faz...
Que sonhar é preciso
Que se deve ser criança a vida toda
Que nosso ser é livre
Que Deus não proíbe nada em nome do amor.
Que o julgamento alheio não é importante
Que o que realmente importa é a Paz interior.

"Não podemos viver apenas para nós mesmos.
Mil fibras nos conectam com outras pessoas;
e por essas fibras nossas ações vão como causas
e voltam pra nós como efeitos."
Herman Melville 

A título de curiosidade Herman Melville foi um escritor, poeta e ensaísta estadunidense. Embora tenha obtido grande sucesso no início de sua carreira, sua popularidade foi decaindo ao longo dos anos. Faleceu quase completamente esquecido, sem conhecer o sucesso que sua mais importante obra, o romance Moby Dick, alcançaria no século XX. O livro, dividido em três volumes, foi publicado em 1851 com o título de A baleia e não obteve sucesso de crítica, tendo sido considerado o principal motivo para o declínio da carreira do autor.



Paz e luz!!
Judi Menezes




8 de jul de 2012








Que nada nos defina.
Que nada nos sujeite.
Que a liberdade seja a nossa própria substância.
Simone de Beauvoir


Lembro que comecei a ler Simone de Beauvoir quando adolescente. Naquela época, buscava o que era certo, o que era errado. A lia Simone para contestar e irritar meu pai ( ele odiava ¨"aquela mulher" tão a frente de seu tempo).
Mas, sempre achei a leitura de seus livros instigante (adoro essa palavra!!).
Hoje acredito que não importa saber se o pensamento dela era correto ou não. O mais interessante é aceitar-lhe o desafio: através da leitura aproveitar a oportunidade de "trocar idéias", de se tornar disponível as experiências dos outros, não para absorvê-las ou rejeitá-las, mas para, reconhecendo criticamente,as diferenças individuais, salvaguardar ao máximo possível a liberdade de cada um. 
Independente de qualquer coisa acho a leitura dos livros de Simone de Beauvoir, apaixonante!!
Quando leio sua obra mais  consigo desvendar,  dismistificar e tornar essa mulher mais humana,admirável e interessante aos meus olhos.

Paz e luz!!
Judi Menezes






Sinta-se abraçado...
Paz e luz!!
Judi Menezes

5 de jul de 2012





Humberto Maturana e o espaço relacional da construção do conhecimento
Introdução
Muitas são as definições que pretendem explicar o que seja o conhecimento. Certamente, cada uma delas apresenta avanços e limites neste intento. Merecem atenção, entretanto, as definições que, em sua estrutura, histórico de pesquisa e vivência englobam mais amplamente as áreas da vida humana. Atualmente, o pensamento de Humberto Maturana parece ser um dos mais significativos na procura pelo fenômeno do conhecimento. Para este biólogo chileno, o conhecimento é uma construção da linguagem. A noção de linguagem trabalhada pelo autor é a referenciada e construída nas relações, que, por sua vez, são emocionadas. Nos parágrafos seguintes apresento alguns tópicos do pensamento de Maturana a fim de compreender sua inserção no cenário mais amplo da educação e, em particular, na contribuição que oferece à organização do conhecimento que, no espaço escolar, considere a formação do sujeito numa perspectiva mais inteira em sua constituição como tal.
Maturana e sua trajetória
Em seus primeiros estudos de Medicina, no Chile e depois na Inglaterra, Maturana foi mapeando uma compreensão dos seres vivos como “entes dinâmicos autônomos em contínua transformação em coerência com suas circunstâncias de vida.[1] A busca aprofundada desse desejo de compreender melhor a dinâmica do ser vivo levou-o a estudar Biologia em 1956, quando inicia seu doutorado em Harvard. Inicialmente sua busca perquiritória residia na neuroanatomia e fisiologia da visão. Ao longo de seu caminho investigativo foi traçando um quadro mais amplo de seu interesse biológico: o modo de operar sistêmico da neurobiologia e a organização sistêmica dos seres vivos. Mais tarde, suas pesquisas levaram-no à tese de que o visto é especificado pelo operar da retina, e não uma simples abstração do objeto material no qual a visão bate. Começou a por em xeque a noção absoluta da objetividade real. Maturana pauta-se por uma noção da biologia em que as emoções possuem um papel fundamental no desenvolvimento do sistema biótico. Acentuando o papel das emoções no viver humano, foi descobrindo o operar do sistema na construção do conhecimento como ação biológica. Propõe a emoção como o grande referencial do agir humano. 
Na pesquisa do sistema nervoso foi formulando sua idéia de ser vivo como sistemas de organização circular nos quais o que se conserva é a circularidade. Inaugura a concepção de autonomia do ser vivo, a autopoiése. Pensar o conhecimento a partir da autopoiése só é possível se entendemos cada vivente como sistema fechado [2], auto-organizado e auto-organizável. Para Maturana isso só é possível porque cada ser é em relação. O que determina, em última análise, a organização do vivo é sua própria autopoiése. Mas o que desencadeia é a relação que se estabelece entre vivo-meio-vivo. O organismo se autogere, mas só o faz na relação com outros organismos. Isso quer dizer que não é possível determinar quais as ações subseqüentes num processo autopoiético. Mas é possível saber que o vivo age e re-age diante das circunstâncias, já que vai organizando seu conhecer a partir do próprio ato de viver. Prefaciando uma das obras de Maturana, Rabelo comenta a idéia do autor:
Viver e conhecer são mecanismos vitais. Conhecemos porque somos seres vivos e isso é parte dessa condição. Conhecer é condição de vida na manutenção da interação ou acoplamentos integrativos com os outros indivíduos e com o meio (Rabelo, 1998b, p. 08).
Os estudos de Maturana explicitam o sinônimo entre conhecer e viver. A noção de viver-conhecer está diretamente vinculada com o modo de relacionar-se e de organizar-se nessa relação. Não se trata de adaptação ao meio. O viver-conhecer na relação significa, ao mesmo tempo, a criação/recriação desse espaço relacional, e de outros, e a criação/recriação do sistema em relação. Pode incluir, em algum momento, a adaptação, mas vai além dela. 
Nessa relação criativa, meio-sistema, é que emerge o social. E o social é entendido como domínio de condutas relacionais fundadas na emoção originária da vida: o amor. Para Maturana: “A emoção fundamental que torna possível a história da hominização é o amor” (Maturana, 1999, p. 23). Ao falar de emoção o autor não se refere ao que convencionalmente tratamos como sentimento. Emoção, neste caso, “são disposições corporais dinâmicas que definem os diferentes domínios de ação em que nos movemos”(Maturana, 1999, p. 15). Assim entendida, a emoção fundante do social - o amor - é elemento estrutural da fisiologia humana. Maturana afirma que o amor é a emoção fundante do social porque:
O amor é a emoção que constitui o domínio de condutas em que se dá a operacionalidade da aceitação do outro como legítimo outro na convivência, e é esse modo de convivência que conotamos quando falamos do social (Maturana, 1998b, p. 23).
Pensada por esta via, a convivência, que é este espaço/tempo das relações dos sistemas, é “lugar” de perene criação/recriação da vida, na medida em que se constitui como social na perspectiva acima mencionada. O viver-conhecer, nesta convivência, é constante atualização do sistema. Decorre daí a possibilidade de pensar o processo educativo do sujeito como construção de uma autonomia relacionada. No sentido de que cada qual é tido como um legítimo outro no conviver. Por isso: “toda história individual humana é a transformação de uma estrutura inicial hominídea fundadora, de maneira contingente com uma história particular de interações que se dá constitutivamente no espaço humano” (Maturana, 1998b, p. 28). É nessa consideração do humano como autônomo nas relações que Maturana encaminha uma noção de educação como vivência das relações mesmas dos indivíduos, nos presentes históricos de cada qual, capaz de recriar sistema(vivo-humano)-meio.
Os espaços educativos constituem-se em fenômenos sociais que manifestam, com fundamento nas emoções, os pensamentos, os conceitos e os objetivos dos grupos sociais, num processo histórico e relacional, criando realidades que, nesta interação constante, recria os sujeitos dela participantes. Para Humberto Maturana, este agir humano nas relações é cooperativo. Para entendermos essa posição do autor convém uma olhada, ainda que rápida, do cenário que desafia pensadores como Maturana a buscarem alternativas viáveis para a educação que resgate as distintas dimensões do ser humano em sua cultura.
Cooperar ou competir?


Uma das características que compõe o cenário da argumentação crítica da segunda metade do século XX, e que pode ajudar nesta reflexão, é a relação estabelecida entre habitante e habitat, entre ser humano e seu planeta. A crítica a noção de progresso como algo que cinde ser humano e natureza encaminha para a valorização das culturas tidas e ditas como primitivas. Não se trata de sobrepor uma cultura à outra. A questão situa-se na forma de relacionar-se e produzir de um modo sistêmico valorativo. Isso quer dizer que, nesses modos de operar, estas culturas não lidam com o esgotamento da fonte produtora dos bens de subsistência, nem convivem com a distinção dos modos de operar dos processos de integração na cultura. Ou seja, o aprender, o trabalhar, o brincar, fazem parte do mesmo fenômeno de relação do ser humano com seu espaço vital. Repito que não se trata de idealizar esta forma de viver como solução para os problemas que vivemos em nosso modo de operar. No entanto, é preciso observar nessas culturas – que são ecossistêmicas - a inexistência de depredação, no sentido de irreversibilidade do sistema biótico do meio, e as mudanças atinentes ao desenvolvimento. A noção de desenvolvimento não é progressiva, no sentido de que uma ação tenha de sobrepujar outras para ser considerada válida para o grupo social, mas reciclável e integrativa, por trabalhar a relação ser humano e natureza como modo de operar imbricados. Em outras palavras, é preciso observar nessas culturas um modo de desenvolvimento auto-sustentável. Decorre daí um processo educativo também integrado a esta intencionalidade.
É isso que podemos estudar/observar, (im)pressionados pela contribuição da "bio-cognição-emocionada" de Maturana.  Ao estudá-las, não se pretende padronizar seus critérios para o conjunto da sociedade ocidental, mas, antes, pode-se re-estudar e re-perspectivar os caminhos ocidentais de constituição da subjetividade humana e também da noção de evolução progressiva.
Numa noção de progresso como produção e consumo, na naturalização do acúmulo, da propriedade privada e do bem estar, o Ocidente foi refutando, por este critério, toda produção cultural de um sem número de grupos humanos. A partir de uma visão mercadológica abriu mão da escuta e do diálogo com estas civilizações, com sua História e impôs uma ditadura do padrão de consumo e da competição.
Para Maturana a educação para a competição não se constitui em um exercício de caráter natural/biológico, em sua constituição, mas é algo construído culturalmente. Para ele:“a competição não é nem pode ser sadia, porque se constitui na negação do outro (...) A competição é um fenômeno cultural e humano, e não constitutivo do biológico”(Maturana, 1998b, p. 13). 
A partir daí, por decorrência óbvia, os processos educativos competitivos e, por derivação, que ensinam a competição, são processos que afastam o ser humano da natureza. E o fazem não somente porque, do ponto de vista social, exclui o outro de determinado processo, mas porque desconsidera o outro como legítimo outro, já que estabelece o espaço pelo qual compete como a única possibilidade de manifestação de alguém como sujeito. Alijando-o não somente de determinado espaço eleito como digno, mas de sua condição de quem pode dizer sua palavra.
A educação para Maturana
Acreditando na perspectiva do humano como integrado com seus pares, biodiversificados, a concepção educacional de Maturana busca resgatar a vida como centro de todos os processos sistêmicos. Do ser humano enquanto sistema que se espraia na cultura, na convivência. Pensa e desafia-nos a buscar uma educação que resgate a bio-centralidade. O lugar da vida e da amorosidade nos relacionamentos e ações dos viventes.
Um fio condutor que nos ajuda ir refletindo a educação e a prática educativa é a mudança na finalidade da educação, passando da busca mercadológica como objetivo educacional para a melhor qualidade do conviver humano, da qual o trabalho é decorrência, criação e não fim.
A educação sempre é para que. Os grupos humanos, por situações diversas, vão pontuando, consciente ou inconscientemente, seus objetivos do educar. Para Maturana isso se dá de uma forma intersubjetiva. Em outras palavras, as ações são construídas nas ralações, mas de uma maneira autônoma e partilhada ao mesmo tempo. Atribui grande importância ao relacionar-se, mantendo a responsabilidade do sujeito por suas decisões. Por isso afirma que:
Nós, seres vivos, somos sistemas determinados em nossa estrutura. Isso quer dizer que somos sistemas tais que, quando algo externo incide sobre nós, o que acontece conosco depende de nós, de nossa estrutura nesse momento, e não de algo externo (Maturana, 1998b, p. 27).
Quando Maturana fala em sistema determinado está se referindo a uma construção estrutural que vem se constituindo historicamente no próprio processo vital do sistema, enquanto linhagem e enquanto indivíduo. Ao dizer que os sistemas vivos são determinados não quer dizer pré-determinados. O que ocorre é a constante autogeração do sistema em relação com suas circunstâncias. Como o processo de determinação estrutural é constante, é ele, enquanto sistema, que determina, no momento em que uma ação incide sobre ele, sua própria ação.
Autonomia não significa isolamento. Quando afirma que, pela autopoiése, é o próprio sistema que determina a ação não está afirmando que este agir seja isolado de outras intervenientes. Ao contrário, para Maturana, a ação é congruente. É de acordo com a relação estabelecida, mas, a ação como tal, particular, não é determinada por ela.
Essa relação do sistema com o meio cria a linguagem. O autor vê a linguagem não como uma estrutura cerebral, mas como construto das relações do ser humano com os outros.“Reconheço também que a linguagem não se dá no corpo como um conjunto de regras, mas sim no fluir em coordenações consensuais de conduta” (Maturana, 1998b, p. 27). Aponta, assim, para um caminho que valoriza os processos de relacionamento em detrimento de uma concepção cristalizada e fixa de linguagem, e do conhecimento construído a partir dela, como elaborações acabadas do cérebro humano.
As relações consensuais de conduta não se tratam de paridades conceituais dos envolvidos na ação como elaboração verbal, da fala, mas se trata da construção de compreensões em torno de um fenômeno comum que vai se interpretando de acordo com a própria história construída em torno dele e da história estrutural do sistema interpretante. Por isso, a linguagem como relação possui uma singular importância nos processos educativos. Estes, por sua vez, deixam de ser atividades depositadoras de informações passando a constituir-se em exercício de conversa. Entendo, assim, a conversa como forma inclusiva e extensiva do diálogo. 
Para Maturana a conversa, na ação educativa, é elemento central na relação que produz o conhecimento. Para ele: “A palavra conversa vem da união de duas raízes latinas, ‘cum’, que significa ‘com’, e ‘versare’, que significa ‘dar voltas’, de maneira que conversar, em sua origem, significa ‘dar voltas com’ outro” (Maturana, 1998a, p. 80). A conversa constitui-se, assim, em um espaço relacional por excelência na ação educativa.
Se entendermos a importância do processo relacional na ação educativa, se a formação do outro como totalmente outro se constitui como objetivo da educação, então é preciso repensar as interações em que o educando possa confrontar-se como autônomo nas ações relacionais e construa sua autoconsciência, que se exercita na relação. Para Maturana:
A autoconsciência não está no cérebro – ela pertence ao espaço relacional que se constitui na linguagem. A operação que dá origem à autoconsciência está relacionada com a reflexão na distinção do que distingue, que se faz possível no domínio das coordenações de ações no momento em que há linguagem. Então a autoconsciência surge quando o observador constitui a auto-observação como uma entidade ao distinguir a distinção da distinção no linguajar (Maturana, 1998b, p. 28).
A autoconsciência aparece aqui mais abrangente do que uma concepção de autoconsciência como consciência de si enquanto si mesmo. Passa a ser uma consciência de si na relação, já que na relação é que se estabelece a identificação do outro como legítimo outro. O conhecimento passa a ser compreendido como organização do vivo nas relações que vai vivenciando, como fenômenos. O próprio ato de conhecer-viver se constitui em uma leitura da relação cognoscente-vivente. Por isso, nesta perspectiva, o conhecer-viver é elemento fundamental no processo de conscientização.
Nessa responsabilidade autônoma-relacional do sistema como construtor de si mesmo se estabelece uma novidade perene nas ações interativas na linguagem. Por isso “o futuro de um organismo nunca está determinado em sua origem” (Maturana, 1999, p. 29). Tal perspectiva ancora uma educação continuamente criada e criadora do conhecimento-vida. Para Maturana:
O educar se constitui no processo em que a criança ou o adulto convive com o outro e, ao conviver com o outro, se transforma espontaneamente, de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente com o do outro no espaço de convivência (Maturana, 1998b, p. 29).
O pressuposto da afirmação da centralidade do conviver no processo educativo reside no fato de este conviver não constituir-se simplesmente em estado. No sentido de ter dois ou mais sujeitos intocáveis e refratários um ao lado do outro. Trata-se de uma relação, no sentido de um ser tocar o outro ser nesse contato. Porque há relação há, por conseguinte, modificação, mais ou menos perceptível, dos sujeitos envolvidos nela. A congruência reúne os modos de proceder nessa relação que tornem as ações compreensíveis aos integrantes desse lugar de convívio e que, em aspectos centrais, possuem um fim comum. A congruência, portanto, se dá na linguagem.
Faz-se necessário aqui lembrar a concepção de linguagem não mais como sistema cerebral. Considero aqui linguagem como espaço construído por ações que se tornam comuns. Repito, em outras palavras, que esta comunicação não se trata da aceitação de mesmos conceitos. Trata-se de estabelecer o espaço de ações que, por lidarem com elementos comuns da linguagem, são consensuais. A noção corrente de linguagem lida com os pressupostos da racionalidade e da estrutura cerebral lingüística como lugar de leitura e interpretação dos signos. Para Maturana não é mais a razão que fundamenta e embasa as ações e a comunicação, mas sim a emoção, que não pode ser abarcada pela linguagem enquanto construção racional, mas pela linguagem construída nas coordenações de ações consensuais.
O educar deixa de ser entendido como um ato da fala enquanto apresentação de quem domina certas informações pronunciadas como verdades e passa a constituir-se em comunicação de sistemas viventes nas ações comuns. Na primeira o acento se dá no aspecto doutrinal da pronúncia. Na visão de Maturana, da educação como convívio, a congruência, que é a comunicação mais possível inteira do ser humano, é que vai construindo os critérios de validade para a maior qualidade do conviver. Não se trata de negar a autoridade de quem fala, mas, ao contrário, possibilitar-lhe pleno sentido porque a fala passa a ser, no conviver, a ação do dizer desde a autoridade, portanto, uma autoria.
Outro aspecto importante a considerar é a permanência do processo educativo. Não existe intervalo no ato de educar no conviver. O ato pedagógico é assim entendido como toda ação que alguém realiza no conviver. Ao contrário de dispensar a especificidade pedagógica esta perspectiva pretende tornar os espaços artificiais de educação mais plenos das experiências do conviver. Os espaços artificiais de educação são aqueles criados pelo grupo social para além do convívio do núcleo familiar ou tribal próprios do ser humano. Valorizar e possibilitar a plenificação do conviver nos espaços educativos é caminho para existencializar o conhecer-viver e assumir a cultura como uma das dimensões do convívio de tal modo que se torne – ela, cultura – cada vez mais humanizante, já que, ao mesmo tempo, é comunicada aos sujeitos e transformada por eles na congruência. Nesse sentido, no processo educativo, “ocorre como uma transformação estrutural contingente com uma história no conviver, e o resultado disso é que as pessoas aprendem a viver de uma maneira que se configura de acordo com o conviver da comunidade em que vivem” (Maturana, 1998b, p. 29). 



Humberto Maturana, um mestre!! Um gênio!!

Infelizmente, sua obra por ser muito densa e estar na contra-mão dos paradigmas vigentes é de muito difícil propagação. Apesar disso, eu não consigo ver, hoje, na história recente da humanidade um pesquisador com a estatura dele e com uma obra tão revolucionária quanto a dele.

No conviver como processo educativo, a transformação estrutural se dá a partir da compreensão sistêmica do estrutural. Em vista disso, qualquer ação comunicada interfere na totalidade do sujeito. Por isso a mudança é estrutural. É contingente porque não nega a circunstancialidade, ao contrário, apropria-se dela para transformar-se e transformá-la. E, além disso, não despreza o acúmulo que as experiências anteriores do conviver lhe ofereceram, pelo contrário, as considera como elementos constitutivos no novo ato do conviver.Conceber o conhecer-viver nas relações, no convívio, como produto/produtor de novos conheceres-viveres e do espaço das relações onde este se dá implica em pensar a organização do ensino de modo que privilegie o convívio como espaço denso desse viver-conhecer. No agir comum da sociedade contemporânea, que guarda a noção de organização como sinônimo de compartimentalização, esta organização que pressupõe autorias no ato de conhecer-viver pode parecer um tanto difícil. Num primeiro momento a noção de autoria pode parecer-se com espontaneísmo. A primeira concebe o sujeito como virtuoso no seu dizer sobre o mundo. A segunda considera, simplesmente, qualquer dizer como válido por si, incorrendo no mesmo equívoco do absolutismo.
Essa mirada diferente sobre os processos educativos compreende uma complexidade de fatores que intervem no momento mesmo do conhecer e do sistematizar esse conhecimento. A história do/s observador/es que olham o fenômeno; a história do fenômeno até o momento mesmo da observação/compreensão de quem o observa; a história, as condições e circunstancias do educador que propõe o processo de encontro entre o conhecedor e o fenômeno. Para Maturana “os educadores, por sua vez, confirmam o mundo que viveram ao ser educados no educar” (Maturana, 1999, p. 29). Em vista disso o educador/a também é um auto-observador constante de si e suas ações na ação educativa.
Assim compreendida a educação deixa de ser uma seqüência de atos estanques, sem significados por si mesmos, e passa a ser uma ação contínua, durante toda a vida. O que requer pensar os tempos/espaços pedagógicos.

Paz e luz!!

 Judi Menezes




20 de jun de 2012

Bom dia carinhoso...Para você que é muito especial...




Que o dia de hoje esteja trazendo o novo, a mudança e o grande vôo! Que o agora seja vibrante em nossos corações sem projeções futuras, sem memórias passadas.
Vamos experimentar o abandono dos pesos , vamos tentar ser como o pássaro que canta lá fora nesse exato momento, ser como a árvore que faz a sombra amena, como o sol que reflete vida a cada segundo.. Sintonizar o nosso eu nesse instante que está chegando, porque ele revela a única existência verdadeira e respira cheio de possibilidades reais. O instante de agora traz nele a mais pura semente germinável, aquela que é capaz de transformar todos os nossos conceitos condicionados .
 Sentir o contato, o toque suave desse dia, fechar nossos olhos e tentar absorver o agora o entendendo como o grande presente da energia, percebendo a grandiosidade que nos é oferecida quando abrimos realmente os braços para recebê-lo sem tensões, sem as interferências da mente, sem os pensamentos que o anulam. 
Recebê-lo com as portas do coração abertas e renascer, mergulhar, conhecer a consciência de ser na exuberância desse instante. Como borboletas que seguem em direção à Luz, que cada um de nós saiba abandonar os antigos casulos e voe em direção ao brilho da vida que está começando agora...

Paz, luz e um enorme desejo que seja feliz!!
Judi Menezes

17 de jun de 2012

Amor...




Pense em alguém que você goste muito.
Do passado, do presente ou do futuro.
Pode ser um bichinho, um brinquedo, uma pessoa, uma criança, uma situação agradável.
Pense e sinta.
Sinta esse amor, agora, aqui, em você.
Conecte-se com o amor que habita você.
Comece a incluir nessa amorosidade todas as pessoas que estão próximas a você.
Vá expandindo sua capacidade de amar.
Inclua todas as pessoas que você conhece.
Agora inclua as que você não conhece.
Inclua próximas e distantes.
Inclua pessoas que você jamais viu.
Os povos africanos, asiáticos, australianos.
Os povos e tribos de toda a Terra.
Inclua em seu amor todo o planeta, com árvores e insetos. Flores e pássaros. Mares, rios, oceanos.
Inclua a vegetação da Amazonia e da Pantagonia.
Inclua o Mar Morto e o Deserto do Saara.
Não deixe o Pequeno Príncipe de fora.
Inclua os Lusíadas, a Odisséia, Kojiki,
Inclua toda a literatura mundial, um pouco de Machado de Assis, Eça de Queiroz, Shakeaspeare, um tanto de Saragosa, uma gota de Jorge Amado, banhado por Herman Hesse e Amon Oz.
Inclua todas as religiões.
Como se não houvesse dentro nem fora.
Imagine, como John Lennon, que o mundo é um só.
O mundo é uno. O mundo, o universo, o pluriverso é um só.
Nós somos unas e unos com o uno.
Perceba.
Isto que digo é a verdade.
E só há esse caminho.
Inúmeras analogias, linguagens étnicas, expressões regionais e temporais para tentar atingir o atemporal, o fluir incessante, incadescente, brilhante, da vida em movimento transformador.
Somos a vida da Terra.
Somos a vida do Universo.
Somos a vida do Multiverso.
E quando nossos pequeninos corações humanos se tornam capazes a ir além deste saquinho de pele que chamamos o eu, nos contatamos com a essência da vida. Que é a anossa própria essência e de tudo que é, assim como é.
Algum nome? Nenhum nome?
Caminhemos.Tornamo-nos o caminho a cada passo.
Que cada passo seja um passo de paz.
Que o novo ano se abra com a abertura dos corações-mentes de todos nós seres humanos.
Abertura para o infinito.
Abertura para a imensidão.
Abertura para a ternura.
Abertura para a sabedoria.
Abertura para a compaixão.
Que todos os seres em todas as esferas e todos os tempos se beneficiem com esse amor imenso que aqui e agora juntas, juntos, nos tornamos. E ao nos tornarmos o amor tudo se torna vida e vida em abundância. Ame e manifeste esse amor agora.
Monja Coen


Com toda a manifestação de amor que tenho...Uma pequena luz começara a se acender em mim.
E quando tudo parece escuro, quando não encontro solução e não vejo a luz no final do túnel, eu sei que a luz existe.
Mesmo pequenina de vagalume, ou imensa de cometa.
A vida vale à pena ser vivida.
E o amor vale à pena ser...
Paz e luz!
Com amor...
Judi Menezes













15 de jun de 2012

Surya Namaskar



Uma lenda hindu relata que, há cerca de 300 anos, um sábio que sofria de hanseníase orou a Surya, o deus Sol, para obter a cura. Ele foi inspirado a escrever oito versos em sânscrito para agradar ao deus, considerado fonte da vida e força que anima nosso corpo. Quando terminou o último, estava completamente sem sintomas da doença. Por causa desse fato, os hindus acreditam que, para obter saúde, deve-se reverenciar Surya, permanecendo em pé sob o Sol, com as mãos unidas em forma de oração e os olhos fechados. Essa é uma das muitas histórias que contam a origem da saudação ao Sol (tradução literal do sânscrito surya namaskar), uma das seqüências de movimentos mais belas da ioga.

Outra lenda vai mais além no tempo e remonta à pré-história, quando o homem reverenciava Savitri, outra denominação para o mesmo deus. Seja qual for a raiz desse encadeamento de 12 posturas, uma coisa é certa: “Savitri é a inteligência que está por trás de toda criação, a fonte de todas as formas de vida”, afirma Pedro Kupfer, fundador do Instituto Dharma-Yogashala, de Florianópolis. “Por isso, reverenciá-lo conduz ao conhecimento da própria força interior e traz leveza e felicidade ao coração.”

Ainda segundo a ótica hindu, saudar o astro significa honrar tanto o Sol interior quanto o exterior, a força criativa do Universo que os iogues acreditam irradiar dentro e fora do corpo. “Diz a lenda que o Sol fica tão agradecido que um de seus raios vem habitar o plexo solar do praticante, dando calor, saúde e alegria”, conta
Benefícios dos pés à cabeça

A ação da surya namaskar se estende por um vasto território que traz vantagens para o corpo todo. “Ela alonga e fortalece as principais cadeias musculares, movimenta todas as seções da coluna vertebral e equilibra o sistema respiratório”, afirma o professor Cláudio Duarte, presidente da Associação Brasileira de Yoga. E ainda há mais: a saudação ao Sol estimula a circulação sanguínea, linfática e plasmática, fortalece os nervos que revestem a coluna e ainda melhora a distribuição do líquido sinovial, que irriga cartilagens, articulações e tendões, reduzindo as chances de surgimento de doenças reumáticas.



Anna Ivanov, professora do Centro de Estudos de Yoga Narayana, de São Paulo. 




Como tudo o que diz respeito à yoga, os asanas atuam também nas esferas emocional, psicológica e nervosa, acalmando emoções, aumentando a concentração e proporcionando estabilidade mental. 
O trabalho respiratório profundo e suave que acompanha os movimentos desintoxica e purifica os canais por onde a energia circula, e ela então é distribuída para irrigar órgãos, vísceras, tecidos e células.
Paz e Luz!
Namaskar  ( a Divindade em mim reconhece e saúda a Divindade em ti )
Judi Menezes







Administração de contratos de Engenharia e Construção (Jul2012)

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Os projetos de engenharia e construção demandam uma grande capacidade dos agentes envolvidos no conhecimento amplo dos contratos, editais de licitações, condições pactuadas e também na negociação e apresentação de revisões contratuais, pleitos e/ ou reivindicações. O Treinamento abordará, de forma prática e objetiva, as diferentes modalidades de contratos observados neste setor; os aspectos essenciais relativos à negociação, elaboração, gerenciamento e revisão de contratos relacionados à engenharia e construção, bem como a prevenção e solução de conflitos instaurados em referidos contratos, tanto públicos como privados. Será também desenvolvidos dois workshops no qual os participantes poderão por em prática os conhecimentos adquiridos, na redação de cláusula contratuais comuns nestes projetos e ainda negociando a revisão de um contrato através da apresentação de um pleito, prática bastante observada em projetos de engenharia e construção.

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Profissionais de engenharia e administração de contratos, como gerentes e diretores de contratos, profissionais de suprimento e também departamentos jurídicos e advogados que atuam no setor, assim como outros que tenham contato com a negociação e administração de contratos, principalmente de projetos de engenharia e construção. Profissionais de diversos setores que desenvolvam empreendimentos com características de projeto de engenharia e construção.

BENEFÍCIOS

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PROGRAMA DO TREINAMENTO

Dia 01:

Manhã: Riscos contratuais/ Modalidades de Contratos
•Identificação, controle e alocação de riscos contratuais

•Metas buscadas por Contratantes e Contratados

•Definição do Modelo de Contratação

•Modalidades de Contratos: Empreitada, Prestação de Serviços, por Administração, Fornecimento, EPC, EPCM, Aliança.

Tarde: Contratos de engenharia e construção
•Workshop: Estudos de cláusulas contratuais

•Negociação de Contratos de Engenharia e Construção

•Aspectos legais e comerciais de contratos privados e públicos

•Cláusulas essenciais dos contratos de engenharia e construção

•Métodos alternativos de soluções de controvérsias

Dia 02:

Manhã:Administração Contratual
•Gerenciamento jurídico do Projeto

•Objetivo; Desafios; Parte interessadas (Stakeholders)

•Estratégia de negociação e de elaboração da proposta

•Ciclo da Administração Contratual

•Cuidados necessários; Orientações; Lições aprendidas

•Workshop Caso Prático 01: identificar as orientações adequadas à gestão de contratos e os stakeholders; redigir cláusulas contratuais essenciais e mitigar os riscos ao projeto

Tarde: Pleitos
•Requisitos essenciais

•Estratégia e erros comuns na elaboração de pleitos

•Como apresentar e redigir o pleito

•Documentos necessários: relatórios diários de obras, atas de reunião, e-mails, notificações.

•Modalidades de pleitos

•Reequilíbrio econômico-financeiro: requisitos legais para contratos públicos e privados

•Workshop Caso Prático 02: negociação de pleitos entre Contratante e Contratada

INSTRUTOR

Lucas Pessoa Pedreira Lapa

Lucas Pessôa Pedreira Lapa
Graduado em Direito pela Universidade Federal da Bahia. Especialista em Contratos Empresariais e Arbitragem pela FGV/GVlaw. Profissional com experiência em escritórios renomados e empresas de grande porte, tendo atuado nas áreas de Infraestrutura, Contratos (EPC, turn-key, de fornecimento, aliança), Licitações e Contratos Públicos e Arbitragem. Atua sistematicamente em demandas envolvendo procedimentos de Mediação e Arbitragem e em projetos de Mineração, Siderurgia, Cimentos, Petróleo & Gás. Idiomas: Inglês e Espanhol. Participa como palestrante em seminários na área de Contratos de Infraestrutura, tratando de temas como Administração Contratual de Projetos; Elaboração e Negociação de Contratos de Engenharia e Construção, Elaboração e Gestão de Pleitos e Licitações e Contratos Públicos.
Outros temas que podem ser de seu interesse:
T459 - Certificação de Carbono(Jun2012)
T460 - Responsabilidade Socioambiental Corporativa(Jun2012)
T492 - Terceirizacao e outros contratos de trabalho sem fraudar a CLT(Jun 2012)
T428 - Compra e Venda de Sociedades Limitadas(Jun2012)
T494 - Prevenção de Passivos Trabalhistas(Jun 2012)
T520 - Planejamento e Estratégias de Fusões & Aquisições
T429 - Dissolução Societária(Jun2012)
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12 de jun de 2012

Engenharia do amor...








"Eu derivei meu amor
Mas percebi que o limite
Tendia para o infinito.
Como solução somente a integração.
Usei a integral indefinida...
Para calcular seu tamanho,
Mas percebi que era n-dimensional.
Então achei que era tudo relativo, dependia do referencial.
Em cada ângulo imaginei meu amor,
Mas percebi que em leis não se enquadrava.
Achei tudo aleatório,
Pedi socorro à probabilidade.
Se era uma variável discreta ou contínua,
Foi difícil diagnosticar.
Mesmo com intervalo de confiança
O amor caiu além dos limites.
Soltei o coeficiente de aceitação,
Mas o amor assumiu valores
De uma complexa inequação.
Então tarde eu percebi
Que o amor não tem explicação."

Uma co-relação, se possível, entre alguns conceitos da engenharia e da matemática com o amor, esse sentimento sublime que permeia nossas vidas
Acredito que tudo tem um começo, um meio... o fim aqui não chega, porque a transformação nunca tem um fim.
Uma dança que se transformou numa poesia, numa orquestra, numa paleta de cores, num encontro sem fim.
O desejo maior nasceu no meu coração, senti-o e vou agora atrás dele, conhecê-lo.
Dar-lhe voz, corpo.
Dar um nome.
Criar. Co-criar.
Dentro do meu casulo, aguardo pelo bater de asas. Leve, gracioso.
Regresso... com o coração silenciado, o corpo equilibrado e a Alma pronta para cantar, dançar, sorrir...no  equilíbrio tênue que é viver!!
Paz e luz!!
Seja feliz...
Judi Menezes


9 de jun de 2012

Luz...



Existem momentos que ficamos paralisados seja pela dor, pelo medo... no meio da tempestade é sempre difícil o discernimento, a serenidade... mas, a luz sempre surge, na maioria das vezes, paulatinamente, sem reservas e assim podemos caminhar para o encontro com os sentimentos mais acolhedores, podemos  perceber que temos força, mesmo que ainda seja muito difícil acreditar!!
Se tudo isso ainda parece distante da sua realidade, não desanime. Tente, se dedique, tenha paciência, porque o universo conspira a seu favor, mas cabe a você acreditar e se esforçar para que esta verdade torne-se uma realidade em sua vida... Sei, experiência própria e amarga, que nem sempre é fácil, mas sempre é possível praticar algumas inversões na nossa vida:




No lugar do desespero…a serenidade.No lugar do aperto no coração…a sensação de paz interior.
No lugar do pessimismo…os pensamentos positivos.
No lugar do medo paralisante…a ação.
No lugar da sensação de derrota…a certeza de ter feito o possível.
No lugar da incerteza…a fé.
No lugar da depressão…apenas a tristeza.
No lugar do sentimento de abandono…a certeza do acolhimento de Deus.
No lugar da visão de portas fechadas…o valor em cada oportunidade diária.
No lugar da ansiedade…o viver aqui e agora.
No lugar do desperdício de energia em pequenos aborrecimentos…a valorização de cada momento vivido.
No lugar da revolta…a entrega.
No lugar da raiva…o amor.
Estas são vivências possíveis para quem busca trilhar um caminho de luz e viver na ligação com o coração.
São nos momentos difíceis da vida que podemos encontrar concretamente os resultados do trabalho dedicado à escolha por si; de luta contra o ego; de superação dos medos; da persistência em realizar a interiorização diariamente; da busca do verdadeiro reencontro com Deus dentro do coração; do abdicar de preconceitos e apegos para conquistar a liberdade de ser; do dizer “não” quando necessário; da humildade perante a vida e a Deus; da persistência em buscar a própria força - mesmo quando ainda não se acreditava nela; do encontro com a essência do nosso ser.

Você pode, assim como eu, viver esta verdade. Desde que escolha você, HOJE e AGORA. Desde que escolha, HOJE e AGORA, ser feliz. Desde que se proponha a acreditar, HOJE e AGORA, que é possível viver em luz. Desde que decida que daqui para frente, as coisas serão diferentes. Desde que dedique alguns minutos do seu dia à você, ao silêncio e ao encontro com Deus.


Judi Menezes
Paz e luz!!