24 de set de 2011

18 de set de 2011

Neurônios: as misteriosas borboletas da alma



Há cem anos, Santiago Ramón y Cajal, anatomista espanhol, teve a idéia de preparar cortes microscópicos de tecido cerebral e mergulhá-los numa solução de sais de prata para corá-los. Os sais impregnaram todas as células de um determinado tipo, deixando as outras sem coloração. No microscópio, ele notou que o cérebro era povoado por células dotadas de um corpo central de onde partiam ramificações que estabeleciam incontáveis conexões umas com as outras. Pareciam aranhas de múltiplas formas conectadas por infinitos tentáculos.
Cajal chamou-as de neurônios e as descreveu como células capazes de receber sinais através de suas ramificações (os dendritos) e transmiti-los por extensões não ramificadas (os axônios). A essa propriedade de captar impulsos nervosos pelos dendritos e transmiti-los pelos axônios para os neurônios seguintes, Cajal deu o nome de polaridade.
Esse princípio, segundo o qual a informação flui do dendrito para o axônio, embora tenha encontrado exceções no futuro, foi crucial para o surgimento da Neurociência: permitiu ligar estrutura à função. A enunciação do princípio da polaridade abriu caminho para as tentativas de entender os circuitos que os neurônios formam no interior do tecido nervoso.
No microscópio, Cajal, observou que os corpos centrais dos neurônios e as ramificações que deles partiam apresentavam, além da extrema diversidade de forma, diferenças significantes de tamanho. Algumas células tinham prolongamentos curtos que se comunicavam com vizinhas próximas, enquanto outras enviavam seus tentáculos para regiões cerebrais distantes e até para a medula espinal.
A respeito dos neurônios ele escreveu: “são as misteriosas borboletas da alma, cujo bater de asas poderá algum dia - quem sabe? - esclarecer os segredos da vida mental”.
Estava enunciada a teoria neuronal. Graças a ela, Cajal ganhou o prêmio Nobel de Medicina e o título inconteste de pai da Neurociência moderna.


Acredito que esta na  hora de abrirmos a porta da nossa mente para  novos conhecimentos e oportunidades que a  neurociência nos apresenta , que possamos refeletir e aplicar os achados científicos com inteligência, sem perder a doçura e o prazer de ser, de fazer...
Desejo que  as misteriosas borboletas da sua alma (quer mais delicadeza do que isso!!! Adorei!!) batam suas asas - em direção?- não faço a  mínima ideia para onde elas podem levar você...apenas desejo...

Paz e Luz!!
Judi Menezes