28 de jan de 2011

Amigos da alma


reflexos de uma Aterragem Matinal


Hoje fui almoçar com um amigo querido, desses que se revelam jóias raras e que guardamos com cuidado na nossa caixinha de tesouros. Lá pelo meio do almoço nos demos conta do quanto aquele momento era precioso e desatamos os dois a chorar, para espanto das pessoas que, no meio do dia, estavam lá somente para almoçar, sem lágrimas inclusas no cardápio.

O meu sentimento era uma mistura de alegria e gratidão. Alegria por estar na presença de uma pessoa que compreendia minha língua, alguém com quem eu podia ser simplesmente quem sou, sem edições ou explicações. Gratidão pela qualidade luminosa daquele encontro com um ser humano tão bonito, algo que não é tão comum quanto eu gostaria. Gratidão por, naquela presença tão inteira, ser capaz de me lembrar de minha própria inteireza.
Depois do almoço, dirigindo meu carro, vim pensando no quanto uma pessoa, um encontro real, pode tornar nossa vida melhor e mais significativa. Ah, como são preciosos os amigos de verdade, amigos de alma. Sabe, andam faltando modelos em nosso mundo. Pessoas a quem a gente possa admirar. Pessoas que consideremos especiais, sábias, belas.
Não falo da beleza externa, essa que se torna cada vez mais acessível com o incrível arsenal que a medicina e a estética oferecem hoje em dia. Falo da beleza real, dessa que vem de dentro… dessa beleza poderosa, que nos toca e faz nosso coração ficar maior dentro do peito.
É bom lembrar que nem tudo está perdido. Que aqui e ali existem pessoas extraordinárias, que não se perderam no alucinante ritmo de nosso mundo devorador de almas. Que andando por aí existem pessoas lindas, imersas em seus desafios diários, tentando fazer o seu melhor.
A chama de uma vela é, mais do que nunca, necessária. Nada é mais reconfortante do que aquela luz dourada nos momentos em que somos abraçados por uma súbita escuridão. Vivemos tempos sombrios, é verdade. Os valores mais belos andam se tornando mais e mais escassos ao nosso redor. Mas, se prestarmos atenção, veremos também milagres acontecendo. Veremos a improvável beleza resistindo e florescendo em meio à dor, ao medo, ao sofrimento. Veremos pessoas resistindo, lutando por suas almas, batendo suas asas e voando na direção daquilo que acreditam.
Eu me sinto profundamente tocada ao ver alguém assim corajoso. E de repente, como se uma nova vida fosse injetada em minhas veias, sinto-me novamente capaz de acreditar, de lutar e de prosseguir.
Nós precisamos uns dos outros, precisamos nos aproximar de pessoas que nos reconectem com a vida que pulsa em nossos corações. Nada é mais precioso do que uma pessoa que nos ajuda a voltar a acreditar em nós mesmos. Nada é mais gratificante do que ajudarmos alguém a manter sua chama acesa.
Pensar em tudo isso deixou tudo mais dourado ao meu redor.
Quem sabe o mesmo ocorra a você?

 Patricia Gebrim

 

Dedico o texto acima a você (pessoa extraordinaria) que não se perdeu no mundo devorador de almas, que continua resistindo apesar das intempéries da vida, que continua cheio(a) de coragem e que acima de tudo não deixa a chama da vela apagar!
Realmente existem pessoas que passam por nossas vidas e se tornam verdadeiros amigos da alma, aqueles amigos que mesmo longe sentem a nossa presença. Valorizem essas jóias que aparecerem em sua vida, essas jóias sim são preciosas e tem um valor imensurável para nossos corações.
Grata  a você por iluminar, não diretamente  a minha vida, mas ao universo em si.

Paz e luz.
Judi Menezes


27 de jan de 2011

Oportunidade


. . . P r e n d e - m e . . .
Use cada oportunidade

Use cada oportunidade na vida para elevar sua inteligência, sua consciência.
Normalmente o que estamos fazendo é pegando cada oportunidade para criar um inferno para nós.
Só você sofre. E devido ao seu sofrimento, você faz outras pessoas sofrerem. E quando tantas pessoas estão vivendo juntas, e se todas elas criam sofrimento uma para a outra, isso vai se multiplicando.
Eis como o mundo inteiro se tornou um inferno.

Osho, em "Beyond Psychology"
Boa reflexão!!
Judi Menezes

24 de jan de 2011

Confiar é o ato de amor por si e pelo outro.



passos e asas, ambos "voam" Não Me Solte, Papai!

Faz mais de doze anos. Às vezes parece que foi ontem, às vezes parece uma eternidade. Minha garotinha finalmente ganhou sua bicicleta. Não um triciclo, mas uma bicicleta de duas rodas. Foi o resultado de uma bem sucedida visita a um bazar de objetos de segunda mão na vizinhança. Uma bicicleta de menina, num perfeito cor-de-rosa. Minha filha logo se apaixonou. Conseguida a pechincha, coloquei nosso novo tesouro na caminhonete e fui para casa. Mal consegui tirar a novidade do carro, pois minha filha queria começar a pedalar imediatamente! Era um dia quente e ensolarado, ideal para se aprender a andar de bicicleta.
Ser pai implica participar de uma série de acontecimentos que se encaixam de um modo ou de outro numa contradição básica: queremos que nossos filhos cresçam e sejam independentes, ao mesmo tempo que desejamos que continuem a depender de nós. Ficamos relutantes em aceitar que o amor que os filhos sentem por nós se baseia no que sentem, não no que fazemos por eles.
Posso ver minha garotinha em sua nova bicicleta. Ainda é tão pequena, mas está toda ansiosa. Sua voz rouca me pede:
- Não me solte, papai!
Com uma das mãos seguro o assento e com a outra o guidão. Corro devagar ao lado da bicicleta. Às vezes, levanto uma das mãos, mas ouço:
- Não me solte, papai!
Mesmo levando em conta as imprecisões da minha memória, lembro que ela conseguiu dominar a completa atividade com alguma rapidez, mesmo depois de um certo desapontamento por não adquirir perícia instantânea na matéria. Ela enfrentava o desafio com um vigoroso e quase comovente desejo de sucesso, o que viria a se tornar uma característica sua. Mais uma vez tentei largar a bicicleta.
- Não me solte, papai!
Ela almoça correndo, pois só pensa na bicicleta. Voltamos para a pista de testes, a calçada. Apesar do medo que ela sente, a cambaleante roda da frente começa a se estabilizar. Falta pouco agora. Posso sentir que sua confiança aumenta. Tenho de apressar meu passo a seu lado. Suas pernas se movimentam com renovadas força e confiança.
Que acontecimento durante a fase de crescimento de uma criança representa melhor a conquista da independência? Aprender a andar é um início de independência. Aprender a falar e a expressar pensamentos originais é mais um passo nessa estrada. Mas são passos lentos e permitem que os pais se acostumem aos poucos. Aprender a andar de bicicleta é aprender a voar – uma experiência que quase instantaneamente dá à pessoa uma liberdade nova, permanente e irrevogável.
Chegou a hora. Há alguns minutos eu já percebera que ela conseguia alcançar o momento mágico que torna possível essa improvável forma de transporte. Minha filha percebe também. Agora, minha mão não lhe serve mais de equilíbrio, mas a faz hesitar. Meu corpo se move pesada e desajeitadamente a seu lado e não lhe oferece mais conforto – agora faz com que perca a concentração.
- Solte, papai!
Ela acelera e sai correndo. As marias-chiquinhas voam no ar. Ela anda pelo menos quinze metros antes de parar num canteiro ao lado da calçada. Está radiante de felicidade.
No rosto, um sorriso que só pode ser de enorme satisfação. Sorrio também. Não apenas por compartilhar de sua realização, mas porque me dou conta de que ela iniciou um caminho. E vai segui-lo, tranqüila.
Ser pai significa ter alegrias e tristezas. Há acontecimentos que, inexplicavelmente, causam as duas coisas ao mesmo tempo. Algumas vezes seguramos, às vezes soltamos. Uma pequena ajuda com a bicicleta. Um abraço e uma benção na hora de ir para a escola. Como pais, somos destinados a segurar e a soltar, cada coisa na sua hora. De bom grado deixo meus filhos se lançarem em direção ao futuro. Encorajo sua independência para descobrirem suas potencialidades e seus talentos. Mas soltá-los? Nunca.

Richard H. Lomax
Histórias para Aquecer o Coração dos Pais
Jack Canfield & Mark V. Hansen & Jeff Aubery & Mark & Chrissy Donnelly


"O homem que tem confiança em si ganha a confiança dos outros."
Textos Judaicos

Quando as crianças iniciam os seus primeiros passos, vão aprendendo aos poucos a largar as mãos dos pais.
O caminho a percorrer por essas crianças sedentas de independência é um só: confiança. Prestando atencão na metáfora acima, a dedicação dos pais exala amor dando garra e maturidade para que as crianças consigam dar passos mais fortes e mais vibrantes.
Esses passos vão ficando cada vez mais seguros. Passos que serão internalizados para o seu futuro. Esses passos serão a auto confiança dos futuros adultos.
A maioria das pessoas tende a buscar no outro as certezas que muitas vezes não encontram, junto a isso vem o medo em descobrir que o outro não é tão bom, tão perfeito como se apresenta e nem tão confiável.
De alguma forma o outro vai falhar e você também, e essa é a dança das relações. Parece-me que poucos conseguem esse entendimento, pois sempre fica a frustração e o rancor pelo que o outro nos causou, porque nossas expectativas não foram alcançadas...
Acredite! Realmente o outro não é tão perfeito como você também não é...
Esse é o exercício de confiar e de crescer com os outros.

Paz e Luz!
Judi Menezes




23 de jan de 2011

Teístas, ateístas, ambos são vítimas.


A pessoa realmente religiosa não tem nada a ver com A Bíblia ou com o Corão ou com o Bhagavad Gita.
A pessoa realmente religiosa tem uma profunda comunhão com a existência. Ela pode dizer sim para uma rosa, ela pode dizer sim para as estrelas, ela pode dizer sim para as pessoas, ela pode dizer sim para seu próprio ser, para seus próprios desejos.
Ela pode dizer sim para o que quer que a vida traga para ela.
Ela é uma dizedora de sim.

Osho, em "The Book of Wisdom"

Se as pessoas praticassem a religiosidade, provavelmente o mundo seria muito melhor!!!
Excelente semana pra vc!
Judi Menezes