3 de fev de 2011

Workshop- Mediação para alunos Autistas, TDAH e outros transtornos correlatos


                                                                                                              Autor: Fidalgo Pedrosa


16 horas-aula teórica e prática
Dias: 12 e 19 de fevereiro (aos sábados)
Horário: 09:00 às 18:00 h
Local: Auditório da Universidade
Estácio de Sá – Nova América

Inscrições:

http://www.infinitysolucoes.com/
http://www.infinitysolucoes.com/curso-workshop1.html
Tel: (21) 3287-1387/8540-5662

Público-alvo: Mediadores, facilitadores, professores, estudantes (pedagogia, fonoaudiologia, Psicologia, Psicopedagogia, Ensino médio), coordenadores pedagógicos...

Objetivo do Curso:
Fornecer suporte e técnicas para trabalhar com alunos portadores de necessidades especiais.
Existe ainda, a possibilidade de encaminhamento para estágios para quem participar do curso.
Maiores informações sobre estágio e curso, entrar em contato:
Tel: (21) 3287-1387/2564-1969/8540-5662

Conteúdo:
Dia 12/02/11
09:00 à 12:00h – “Transtorno do Espectro Autístico: Compreendendo para Melhor Incluir”
Palestrante: Drª Carla Gikovate

Conceito sobre autismo e asperger
Como integrar autistas com não autistas
Programas de inclusão social através de colegas não autistas
Orientação para crianças não autistas que convivem com autistas
Atividades para autistas de alto funcionamento

12:00 à 14:00h – Intervalo para o almoço

14:00 às 18:00h – “Abordagens legais sobre o processo de Inclusão Educacional”

Palestrante: Izabel Moura

Objetivo:

Fornecer informações dos aspectos legais sobre o processo de inclusão educacional à partir da constituição de 1998/lei, diretrizes e bases da educação nacional.
Política de educação especial na perspectiva da educação inclusiva.
Discutir a atual legislação brasileira sobre inclusão
Caracterizar, avaliar e atender os alunos pedagogicamente dentro dos TGDs.
Adequação curricular, orientação e efetivação da adequação
Avaliação das necessidades educacionais específicas.
Planejamento de respostas educativas

Dia: 19/02/11

09:00 às 10:40 – “TDAH na escola: Estratégias de Ação Pedagógica”

Palestrante: Maria José

Hiperatividade na escola: Algumas orientações de como trabalhar em sala de aula.
Como Identificar e trabalhar com TDAH na Escola
Dicas para o professor lidar com Hiperativos
Estratégias de Ação pedagógica

Bullying

11:00 às 12:00 – “Estratégias para Estimular a Comunicação do Alunado Autista Verbal e Não Verbal:

Palestrante: Adriana Fernandes
Dicas para facilitar o compartilhar da atenção
Como Estimular a Comunicação
Recursos Gestuais e Visuais para melhorar a comunica

12:00 às 14:00H – Intervalo para o Almoço

14:00 às 18:00H – Avaliação e Terapia Comportamental (ABA/PECS)

Palestrante: Mariana Garcia

Objetivo:

Breve Introdução aos princípios da análise Comportamental aplicada e suas contribuições para a Intervenção no espectro do autismo. Apresentação de aplicações dos princípios do comportamento na avaliação de repertório comportamental e programação de condições de ensino que visam minimizar os déficits comportamentais decorrentes do autismo e promover o repertório de habilidades comunicativas, sociais e redução de comportamentos inadequados.
Análise do comportamento
Introdução aos princípios básicos do comportamento
Contingências de três termos
Reforçamento positivo e negativo
Extinção
Avaliação comportamental
Avaliação das condições ambientais
Avaliação dos reforçadores
Currículo de ensino
Programação de condições de ensino
Tentativas discretas
Ensino incidental
Modelagem: reforçamento por aproximações sucessivas
Cadeia de trás-para-frente
Técnicas de esvanecimento
Generalização
Avaliação da intervenção
PECS – Sistema de comunicação por troca de figuras.

PALESTRANTES

Drª Carla Gikovate - Neuropediatra, Mestre em Psicologia clínica pelo programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica/PUC-Rio, Especialista em Educação Especial Inclusiva

Mariana Garcia – Psicóloga, Doutorada do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica/PUC-RIO

Isabel Moura – Mestre em Psicologia Social pela UGM, especialista em Psicologia Educacional pela UFRJ, integrante da Equipe Técnica do Instituto Municipal Helena Antipof/SME/IHA-RJ, coordenadora do curso de Pós-graduação em Educação Inclusiva da Universidade Barra Mansa

Adriana Fernandes – Graduada em Fonoaudiologia pela UERJ, Pós-Graduada em Educação Inclusiva pela PUC-Rio, Certificada em Linguagem pelo IFF/Fiocruz, Certificada em Transtorno do Espectro do Autismo pela PUC-RIO.

Maria José – Graduada em Pedagogia pela UFRJ, Pós-Graduada em Psicopedagogia pela PUC/RIO, Curso de Didática de Nível Superior – PUC/RIO. Especialista em TDAH.





2 de fev de 2011

Não use este planeta como uma sala de espera


...tempo para pensar... tempo para pensar...
                                                                                  Autor(a) Fidalgo Pedrosa





Apenas não use este planeta como uma sala de espera em uma estação ferroviária, particularmente uma estação ferroviária indiana.
Eu tenho viajado por anos, tenho estado em milhares de salas de espera e visto uma cena estranha. Pessoas jogando suas cascas de banana no chão, cuspindo no chão, mesmo quando eu lhes pergunto: "O que você está fazendo?!" Elas me respondem dizendo: "Esta é apenas uma sala de espera. Não é casa de ninguém. Quem se importa? Apenas mais dez minutos e meu trem está chegando!"
É verdade que o trem está chegando, mas o trem trará alguns passageiros que ficarão nesta sala de espera com a sua casca de banana!
Você é um convidado. Deixe esta terra um pouco mais bonita, um pouco mais humana, um pouco mais amável, um pouco mais perfumada para todos os hóspedes desconhecidos que virão depois de você.
Uma antiga história sufi: o rei de Bagdá costumava dar uma volta pela cidade em seu belo cavalo, só para ver como estavam as coisas — é claro que ele ia disfarçado, e não como rei —, assim ele podia ver como era a realidade. Se ele fosse como rei, então ele veria apenas o que era bonito e a ele não seria mostrada a face verdadeira das coisas — ele veria somente a máscara.
Todos os dias ele via um homem, um homem muito velho, talvez com mais de cem anos, trabalhando no jardim, plantando mudas, mas essas mudas não eram de plantas ornamentais. Se fossem flores ornamentais não haveria nenhum problema. Mas eram mudas de cedros do Líbano, que crescem trinta metros, sessenta metros de altura, quase tocando as estrelas, e eles levam centenas de anos para atingir essa altura. Eles vivem mil anos, dois mil anos, três mil anos e são umas das árvores mais bonitas.
O rei ficou perplexo porque aquele velho, que estava com cem anos, não poderia nem mesmo ter esperança de ver a próxima primavera. Suas mãos estavam tremendo, ele era tão frágil, a qualquer momento a morte poderia levá-lo embora. E por que ele estava plantando aqueles cedros? Ele não os veria crescer, não os veria chegar à fase adulta, não veria a beleza deles quando eles começassem a tocar as estrelas.
Por fim, foi impossível para o rei a resistir à tentação. Um dia ele parou seu cavalo, foi em direção ao velho e disse: "Eu não deveria interferir em seu trabalho, mas eu não posso resistir à tentação."
O velho respondeu: "Não há nada com que se preocupar, meu filho. Você pode perguntar o que quiser."
O rei disse: "A minha pergunta é: você nunca será capaz de ver essas árvores tornarem-se adultas, você terá ido muito antes disso ...."
O velho falou: "Isso é verdade."
O rei disse: "Você sabe que é verdade e ainda assim você continua fazendo isso?"
O velho disse: "Se meus antepassados não tivessem plantado as sementes — basta ver do outro lado do meu jardim os altos cedros Líbano — eu nunca os teria visto. Se os meus antepassados não tivessem sido tão generosos com as crianças que ainda não conheciam, que ainda estavam por vir, que seriam os visitantes, que seriam os hóspedes.... Ainda assim eles trabalharam duro e criaram essas árvores monumentais. Olhando essas árvores eu reuni coragem e trabalhei duro, porque certamente eu não verei o belo crescimento, mas alguém verá. Meus netos, ou talvez até mesmo os filhos deles, poderão ver quando elas chegarem a sua glória plena. É o suficiente para que eu não seja desleal com meus antepassados. Se eles puderam confiar no futuro, no hóspede desconhecido, eu também posso confiar. "
Somos todos hóspedes, mas não use este belo planeta como uma sala de espera de estação ferroviária. Não é uma sala de espera. É a nossa casa, por enquanto, e ainda vai ser a casa de alguém. Não seja tão miserável a ponto de dizer: "Irei embora — daqui a dez minutos o trem chegará, então quem se importa se eu deixar a sala de espera suja?"
Ninguém pertence a este planeta. Mas a partir do momento em que estamos aqui, e neste momento temos que estar aqui totalmente, intensamente, temos que fazer deste momento o mais bonito possível. Temos que viver nossa vida como uma dança, então, quando saímos, quem vier depois de nós vai achar que as pessoas que estiveram aqui não eram pessoas medíocres; "eles deixaram flores e perfumes, eles deixaram os ecos de suas canções e suas danças, eles deixaram as suas pegadas em puro ouro vinte e quatro quilates.
Não é ruim que sejamos hóspedes. É uma grande oportunidade: o planeta, a existência tem sido tão generosa, tão gentil, tão amável, tão receptiva que regozijou-se com o fato de você estar aqui.
Deixe a sua marca. Você pode ter ido, mas o seu riso pode permanecer.
Você pode ter ido, mas a sua dança pode permanecer.
 Você pode ter ido, mas a maneira como você viveu vai continuar criando suas vibrações próprias.
 No futuro as pessoas lembrarão, com gratidão, de que são herdeiros de um grande planeta e de uma grande raça de seres humanos.


Osho, em "The Golden Future"

Esse planeta não é a sua  sala de espera,   não deixe sua casca de banana!!! Ninguém merece!
Acredito que seja essencial começarmos a pensar sobre as nossas atitudes dentro da nossa própria sala de espera ( lar).  
Boa reflexão.
Judi Menezes