24 de nov de 2013

Não implore amor...



Que ninguém implore amor, nem afeto, nem mendigue qualquer sentimento que exige um pedaço do outro. Viver de migalhas, jamais. Soma-se de coisas que te façam bem, ignore qualquer tipo de sentimento que te subtraia. Nada de subtrações ou de pouco contentamento...
Que tudo seja natural, principalmente nossas próprias escolhas. Que as pessoas não sejam apenas de carne e osso, mas que sejam de alma e coração, que façam a diferença, nem que seja por um momento, mas que seja!!!
Que o carinho seja muito mais que um simples tocar, mas seja um sentir.
Que a compreensão venha junto com a paciência de aceitar o outro como ele é.
Que julgamentos sejam apenas julgamentos de pessoas precipitadas que não enxergam o sentido de um ser humano, e que elas se corrijam, pelo menos...
Que todos consigam alcançar a felicidade, e que ela seja partilhada, desperdiçando sorrisos e esbanjando alegrias.
Que tenhamos forças para aguentar as nossas fraquezas e coragem para assumi-las.
Que a nossa vida tenha o sobrenome de viver, de verdade. Que nada seja de mentira, e quando houver mentira que tenhamos a serenidade de reconhecer que o tempo sempre faz seu trabalho, e bem feito!!
E que antes de aprender a amar o outro, amemos a nós primeiro e se for implorar por amor, que seja pelo nosso próprio amor ( amor próprio).
Paz e luz!! Com um acréscimo, muito amor próprio.
Judi Menezes





Quando você está compartilhando sua alegria, você não cria uma prisão para ninguém -- você simplesmente dá. Você nem mesmo espera gratidão ou agradecimento, porque você está se doando, não para obter alguma coisa, nem mesmo gratidão. Você está se doando porque você está tão pleno, você tem que se doar.
Acredito que com o amor também é assim... a isso dou o nome de plenitude: simplesmente amar, sem necessidade de trocas, indulgências, sem o apego pela cena...
Paz e luz pra você ...

Judi Menezes

10 de set de 2013

Felicidade nas pernas ( Martha Medeiros)




Arquivo pessoal
 Sempre acreditei que, se eu quisesse transformar alguma coisa, teria antes que passar por uma racionalização profunda e, posteriormente, por uma compreensão dos fatos. Ou seja, primeiro, pensar bastante para, então, compreender.
Cumprindo essas duas etapas, atingiria a serenidade buscada, fosse nas questões amorosas, familiares, profissionais, existenciais. A compreensão, como num passe de mágica, soltaria os fios enovelados e só então eu poderia me modificar.
Acontece que pensar demais cansa. Afirmo com a experiência de uma maratonista cerebral: eu vivia sempre no módulo on, com o cérebro ligado na tomada, descansando só quando dormia, e ainda assim com um olho fechado e outro aberto. Se pensar conduzia à compreensão, bora pensar, para poder entender. Sem entender, acreditava que meu barco ficaria à deriva, noites e dias sob as intempéries, sem atracar em lugar algum.
Tanta coisa serve de cais: um casamento, uma promoção, uma cura, um projeto, uma bolada, um filho. Estamos sempre indo ao encontro de alguma coisa sensacional que ainda não sabemos o que é nem se iremos encontrar mesmo.
Pois, diante desse imenso ponto de interrogação que é o futuro de todos nós, reformulei minhas crenças: estou me dando o direito de não pensar tanto, de me cobrar menos ainda, e deixar para compreender depois. Desisti de atracar o barco e resolvi aproveitar a paisagem.
Primeiro mude, a compreensão virá depois. É mais ou menos o que a filosofia de Nietzche sugere. Ninguém muda apenas através do pensamento. A transformação meramente intelectual é uma presunção, não existe de fato. É preciso colocar o pensamento nas pernas e agir. O corpo é que nos leva para uma nova vida, e não a razão, diz o filósofo num texto chamado “A favor da crítica”.
Recentemente os integrantes do programa Saia Justa discutiram o que é drama e o que é tragédia, e chegaram à conclusão de que o drama te encarcera, enquanto a tragédia, por mais dolorosa que seja, te coloca em movimento: você sai dela diferente. Do drama você não sai: você fica remoendo, remoendo, remoendo. Excesso de racionalização engessa o sentimento e não te leva pra fora, pra frente.
De Nietzche a Saia Justa é um salto e tanto, reconheço, mas toda filosofia é bem-vinda, seja acadêmica ou de mesa de bar, de programa de tevê, de coluna de jornal. Estamos aqui para aquilo que os intelectuais rejeitam que se fale em público (mas falo baixinho: ser feliz). E a felicidade não é uma ilha paradisíaca onde nosso barco um dia atracará. A felicidade não é terra firme: ela é o próprio mar.

Passamos uma vida perseguindo a felicidade, sem reparar que ela está justamente na perseguição. O pensamento nas pernas. O movimento. A ação. Não há muito a compreender além disso.
Não preciso fazer nenhum comentário.
Estou com o pensamento nas pernas ou melhor a felicidade
Paz e luz!!
Judi Menezes



28 de ago de 2013

Sangue é vida... Matemática é vida e poesia...

Equa­ções ma­te­má­ticas não são apenas úteis – também podem ter uma be­leza pró­pria. Muitos ci­en­tistas ad­mitem ter pre­fe­rência por uma ou outra fór­mula não só por causa da função, mas pela sua forma, e as ver­dades sim­ples e poé­ticas que contém.
Al­gumas equa­ções, como E=mc² de Eins­tein, roubam as luzes dos ho­lo­fotes, mas existem equa­ções menos fa­mosas que têm mais apelo entre ci­en­tistas.
É um deleite!!

 O Li­veS­ci­ence per­guntou a fí­sicos, as­trô­nomos e ma­te­má­ticos quais suas equa­ções fa­vo­ritas, e o re­sul­tado pode ser con­fe­rido a se­guir:

11. Equação da Relatividade

A equação acima foi for­mu­lada por Al­bert Eins­tein como parte da re­vo­lu­ci­o­nária Te­oria Geral da Re­la­ti­vi­dade, em 1915. A te­oria mudou a forma como os ci­en­tistas en­tendem a gra­vi­dade, ao des­crever a força como sendo uma de­for­mação no te­cido do es­paço-tempo.
O as­tro­fí­sico Mario Livio, do Space Te­les­cope Sci­ence Ins­ti­tute, que es­co­lheu esta equação como sua fa­vo­rita, aponta que toda a ge­ni­a­li­dade de Eins­tein está nela.
“O lado di­reito da equação des­creve o con­teúdo de energia do nosso uni­verso, in­cluindo a energia es­cura que des­creve a ace­le­ração cós­mica, e o lado es­querdo des­creve a ge­o­me­tria do es­paço-tempo. A igual­dade re­flete o fato que na re­la­ti­vi­dade geral de Eins­tein, a massa e energia de­ter­minam a ge­o­me­tria, e con­co­mi­tan­te­mente a cur­va­tura, que é uma ma­ni­fes­tação do que cha­mamos gra­vi­dade”, diz Livio.
Kyle Cranmer, fí­sico da Uni­ver­si­dade Nova Iorque (EUA), acres­centa que a equação re­vela a re­lação entre es­paço-tempo, ma­téria e energia. “Esta equação diz como tudo está re­la­ci­o­nado – como a pre­sença do sol de­forma o es­paço-tempo de forma que a Terra se mova em torno do mesmo em uma ór­bita, etc. Também diz como o uni­verso evo­luiu desde o Big Bang e prediz que devem haver bu­racos ne­gros nele”.

10. O modelo padrão

Uma das te­o­rias do­mi­nantes da fí­sica, o mo­delo pa­drão des­creve a co­leção de par­tí­culas fun­da­men­tais que se acre­dita fa­zerem nosso uni­verso.
A te­oria pode ser re­su­mida em uma equação cha­mado mo­delo pa­drão la­gran­giano (em ho­me­nagem a Jo­seph Louis La­grange, um ma­te­má­tico e as­trô­nomo francês do sé­culo 18), que foi es­co­lhida pelo fí­sico teó­rico Lance Dixon no La­bo­ra­tório Ace­le­rador Na­ci­onal SLAC na Ca­li­fórnia (EUA) como sua equação fa­vo­rita.
“Ela tem des­crito com su­cesso todas as par­tí­culas ele­men­tares e forças que temos ob­ser­vados no la­bo­ra­tório até hoje – ex­ceto a gra­vi­dade, e isto in­clui, é claro, o bóson de Higgs re­cen­te­mente des­co­berto, que é o phi na fór­mula. Ela é con­sis­tente com a me­câ­nica quân­tica e a re­la­ti­vi­dade es­pe­cial”, disse Dixon.
A te­oria do mo­delo pa­drão ainda não foi uni­fi­cada com a re­la­ti­vi­dade geral, e esta é a razão dela não des­crever a gra­vi­dade.

9. O Cálculo

As equa­ções an­te­ri­ores des­crevem as­pectos par­ti­cu­lares do uni­verso, mas esta pode ser apli­cada a todas as si­tu­a­ções. Trata-se do te­o­rema fun­da­mental do cál­culo, é o fun­da­mento do mé­todo ma­te­má­tico co­nhe­cido como cál­culo, e une duas ideias: o con­ceito de in­te­gral e o con­ceito de de­ri­vada.
“Em termos sim­ples, ela diz que a mu­dança geral de uma quan­ti­dade con­tínua, como a dis­tância per­cor­rida, sobre um de­ter­mi­nado in­ter­valo, é igual à in­te­gral da taxa de mu­dança da­quela quan­ti­dade, ou seja, a in­te­gral da ve­lo­ci­dade”, aponta Mel­kana Bra­ka­lova-Tre­vithick, chefe do de­par­ta­mento de ma­te­má­tica da Uni­ver­si­dade Fordham (EUA), que es­co­lheu esta equação como sua fa­vo­rita. “O te­o­rema fun­da­mental do cál­culo per­mite que a gente de­ter­mine a al­te­ração geral sobre um in­ter­valo ba­seado na taxa de mu­dança sobre o in­ter­valo in­teiro”, diz.
As se­mentes do cál­culo vêm de tempos an­tigos, mas a maior parte dele foi apre­sen­tado no sé­culo 17 por Isaac Newton e Gott­fried Wi­lhelm Leibniz (in­de­pen­den­te­mente). Newton usou o cál­culo para des­crever o mo­vi­mento dos pla­netas em torno do sol e Leibniz criou o cál­culo para des­co­brir a área de grá­ficos de fun­ções (por exemplo, cal­cular a área de­li­mi­tada pela linha re­pre­sen­tada pela função seno e o eixo das abs­cissas, ou “x”).

8. Teorema de Pitágoras

O velho e co­nhe­cido te­o­rema de Pi­tá­goras, que todo es­tu­dante aprende, aponta que, para qual­quer tri­ân­gulo re­tân­gulo, o qua­drado do com­pri­mento da hi­po­te­nusa (o lado maior) é igual à soma dos qua­drados do com­pri­mento dos ou­tros dois lados.
“O pri­meiro fato ma­te­má­tico que me ma­ra­vi­lhou foi o te­o­rema de Pi­tá­goras”, disse a ma­te­má­tica Daina Tai­mina, da Uni­ver­si­dade Cor­nell (EUA). “Eu era uma cri­ança e me pa­recia tão in­crível que ele fun­ci­o­nava na ge­o­me­tria e fun­ci­o­nava com nú­meros!”.

7. Equação de Euler

Esta equação sim­ples cap­tura um fato puro sobre a na­tu­reza das es­feras. “Ela diz que, se você cortar a su­per­fície de uma es­fera em faces, arestas e vér­tices, e chamar de F o nú­mero de faces, E o nú­mero de arestas, e V o nú­mero de vér­tices, você sempre vai ter V -E + F = 2″, diz Colin Adams, um ma­te­má­tico no Wil­liams Col­lege, em Mas­sa­chu­setts (EUA).
“Por exemplo, pegue um te­tra­edro, con­sis­tindo de quatro tri­ân­gulos, seis arestas e quatro vér­tices”, ex­plica Adams, “se você so­prar com força dentro de um te­tra­edro com faces fle­xí­veis, você vai curvá-lo em uma es­fera, ou seja, de certa forma, uma es­fera pode ser cor­tada em quatro faces, seis arestas, e quatro vér­tices. E po­demos ver que V – E + F = 2. O mesmo vale para uma pi­râ­mide com cinco faces, quatro tri­an­gu­lares e uma qua­drada – oito arestas e cinco vér­tices -, e muitas ou­tras com­bi­na­ções de faces, arestas e vér­tices”.

6. Relatividade Especial

Eins­tein de novo apa­rece na nossa lista, desta vez com a fór­mula da re­la­ti­vi­dade es­pe­cial, que des­creve como o tempo e o es­paço não são con­ceitos ab­so­lutos, mas re­la­tivos, de­pen­dendo da ve­lo­ci­dade do ob­ser­vador. A equação acima mostra como o tempo di­lata, ou con­trai, con­forme uma pessoa se move mais rá­pido em qual­quer di­reção.
“O ponto é que ela é re­al­mente muito sim­ples”, diz Bill Murray, um fí­sico de par­tí­culas no la­bo­ra­tório CERN, em Ge­nebra. “Não tem nada aí que um es­tu­dante não con­siga fazer, não tem de­ri­vadas com­plexas, nem ál­gebra li­near. Mas o que ela in­cor­pora é uma forma to­tal­mente nova de ver o mundo, uma ati­tude em re­lação à re­a­li­dade e nosso re­la­ci­o­na­mento com ela. Su­bi­ta­mente, o cosmos rí­gido e imu­tável é var­rido para longe e subs­ti­tuído por um mundo pes­soal, re­la­ci­o­nado com o que você ob­serva. Você se move de uma po­sição de fora do uni­verso, olhando para baixo, para ser um dos com­po­nentes dentro dele. Mas os con­ceitos e a ma­te­má­tica podem ser com­pre­en­didos por qual­quer um que queira”, ex­plica.
Murray disse que pre­feria as equa­ções da re­la­ti­vi­dade es­pe­cial às equa­ções mais com­pli­cadas da outra te­oria de Eins­tein. “Eu nunca con­segui se­guir a ma­te­má­tica da re­la­ti­vi­dade geral”, conta.

5. 1 = 0,9999999….

Esta equação sim­ples, que de­clara que a quan­ti­dade 0,999, se­guida por uma sequência in­fi­nita de noves, é igual a um, é a equação fa­vo­rita do ma­te­má­tico Steven Stro­gatz, da Uni­ver­si­dade Cor­nell.
“Eu adoro como ela é sim­ples – todo mundo en­tende o que ela diz – e como é pro­vo­ca­tiva”, diz Stro­gatz. “Muitas pes­soas não acre­ditam que isto possa ser ver­da­deiro. É também lin­da­mente equi­li­brada. O lado es­querdo re­pre­senta o início da ma­te­má­tica, o lado di­reito re­pre­senta os mis­té­rios do in­fi­nito”, co­menta.

4. Equações Euler-Lagrange e teorema de Noether

Cranmer, da Uni­ver­si­dade Nova Iorque, aponta que estas são equa­ções bas­tante abs­tratas, mas ex­tre­ma­mente po­de­rosas. “O legal é que esta ma­neira de pensar sobre fí­sica tem so­bre­vi­vido a grandes re­vo­lu­ções da área, como a me­câ­nica quân­tica, a re­la­ti­vi­dade, etc”.
Nesta equação, o L vem de “la­gran­giana”, que é uma me­dida de energia em um sis­tema fí­sico, como molas, ala­vancas ou par­tí­culas fun­da­men­tais. “Re­solver esta equação te diz como o sis­tema vai evo­luir com o tempo”, diz Cranmer.
Uma de­ri­vação da equação la­gran­giana é cha­mada de te­o­rema de No­ether, em ho­me­nagem à ma­te­má­tica alemã do sé­culo 20, Emmy No­ether. Se­gundo Cranmer, o te­o­rema é fun­da­mental para a fí­sica e mostra a im­por­tância da si­me­tria. “In­for­mal­mente, o te­o­rema diz que se o seu sis­tema tem uma si­me­tria, então há uma lei de con­ser­vação cor­res­pon­dente. Por exemplo, a ideia que as leis fun­da­men­tais da fí­sica são todas as mesmas hoje e amanhã (si­me­tria tem­poral) im­plica que a energia é con­ser­vada. A ideia que as leis da fí­sica são as mesmas aqui e no es­paço ex­te­rior im­plicam que o mo­mento é con­ser­vado. A si­me­tria é talvez o con­ceito mo­triz da fí­sica fun­da­mental, prin­ci­pal­mente de­vido à con­tri­buição de No­ether”, con­clui.

3. Equação Callan-Symanzik

“A equação de Callan-Sy­manzik é uma equação vital dos pri­meiros prin­cí­pios a partir de 1970, es­sen­cial para des­crever como ex­pec­ta­tivas in­gê­nuas fa­lham em um mundo quân­tico”, ex­plica o fí­sico teó­rico Matt Stras­sler, da Uni­ver­si­dade Rut­gers (EUA).
É uma equação com nu­me­rosas apli­ca­ções, entre elas per­mitir aos fí­sicos es­timar a massa e o ta­manho do próton e do nêu­tron, que fazem parte do nú­cleo dos átomos.
A físcia bá­sica diz que a força gra­vi­ta­ci­onal e a força elé­trica entre dois ob­jetos é pro­por­ci­onal ao in­verso do qua­drado da dis­tância entre eles. Em um nível bá­sico, o mesmo é ver­da­deiro para a força nu­clear forte, que mantém unidos pró­tons e nêu­trons no nú­cleo atô­mico, e mantém os quarks juntos para formar pró­tons e nêu­trons. En­tre­tanto, mi­nús­culas flu­tu­a­ções quân­ticas podem al­terar a de­pen­dência que a força tem da dis­tância, o que tem con­sequên­cias dra­má­ticas com a força nu­clear forte.
“Ela im­pede que esta força di­minua em grandes dis­tân­cias, e faz com que ela prenda quarks e com­bine-os para formar pró­tons e nêu­trons no nosso mundo”, aponta Stras­sler. “O que a equação Callan-Sy­manzik faz é re­la­ci­onar este efeito dra­má­tico e di­fícil de cal­cular, im­por­tante quando a dis­tância é pró­xima do ta­manho de um próton, para efeitos mais sutis mas fá­ceis de cal­cular, que podem ser me­didos quando a dis­tância é muito menor que um próton”.

2. Equação da superfície mínima

A equação da su­per­fície mí­nima co­di­fica as belas bo­lhas de sabão que formam em es­tru­turas de arame quando você as mer­gulha em água com sabão, aponta o ma­te­má­tico Frank Morgan, do Wil­liams Col­lege. “O fato que a equação é ‘não li­near’, en­vol­vendo po­tên­cias e pro­dutos de de­ri­vadas, é a dica co­di­fi­cada de forma ma­te­má­tica para o com­por­ta­mento sur­pre­en­dente das pe­lí­culas de sabão. Con­traste esta equação com equa­ções di­fe­ren­ciais par­ciais li­ne­ares mais fa­mi­li­ares, como a equação do calor, a equação da onda, e a equação de Shrödinger para a fí­sica quân­tica”.

1. A reta de Euler

Glen Whitney, fun­dador do Museu da Ma­te­má­tica em Nova Iorque, es­co­lheu outro te­o­rema ge­o­mé­trico, um que tem a ver com a linha de Euler, que re­cebeu este nome em ho­me­nagem ao ma­te­má­tico e fí­sico suíço do sé­culo 18, Le­o­nhard Euler.
“Co­mece com qual­quer tri­ân­gulo, de­senhe o menor cír­culo que con­tenha o tri­ân­gulo e en­contre seu centro. En­contre o centro de massa do tri­ân­gulo – o ponto onde o tri­ân­gulo, se fosse cor­tado em uma folha de papel, se equi­li­braria sobre a ponta de um al­fi­nete. De­senhe as três al­turas do tri­ân­gulo (as li­nhas que partem de cada canto, per­pen­di­cu­lares ao lado oposto), e en­contre o ponto em que elas se en­con­tram. O te­o­rema afirma que todos os três pontos que você en­con­trou sempre estão sobre uma única linha reta, cha­mada de ‘reta de Euler‘ do tri­ân­gulo”, ex­plica Whitney.
Se­gundo Whitney, o te­o­rema es­conde a be­leza e o poder da ma­te­má­tica, que ge­ral­mente re­vela pa­drões sur­pre­en­dentes em formas fa­mi­li­ares e sim­ples.[hy­pes­ci­ence
 
 

Compaixão


"Se você acredita em Deus ou não, não importa tanto, se você acredita em Buda ou não, não importa tanto, como um budista, se você acredita em reencarnação ou não, não importa tanto. Você deve levar a uma boa vida. E uma boa vida não signifi...ca apenas boa comida, boas roupas, um bom abrigo. Estes não são suficientes. Uma boa motivação é o que é necessário: a compaixão, sem dogmatismos, sem filosofia complicada; apenas a compreensão de que os outros são irmãos e irmãs humanos e respeitar os direitos e a dignidade humana.

Dalai Lama
 
 
Praticando!!!! Que essa compreensão possa ser sinônimo de compaixão! Que cada um olhe, inicialmente, pra dentro de si ( pratique compaixão consigo mesmo) porque, o resultado, as consequências ( dê o nome que quiser) vai ser refletido em... todos os seres a nossa volta e alguns sorrisos incrédulos ( porque não prescindem de crenças) vão aflorar a nossa volta... Que venha a compaixão ( comigo mesma, com o outro...) e todos os sorrisos incrédulos....
Judi Menezes


arquivo pessoal
 
 
 
 
 
 

11 de ago de 2013


arquivo pessoal



Você encontrou uma surpresa.
 Uma oportunidade de conhecer um lugar incrível.
 Em pouco tempo você começará a aprender muito sobre tudo o que deve viver nessa experiência. Mas saiba desde já: Não poderá ficar pra sempre. Mesmo que goste não poderá ficar.

 É uma grande chance de descobrir coisas de todos os tipos. Infelizmente o tempo em que vai ficar não há como saber. Pode ser um dia, alguns meses ou muitos anos. Mas você nunca vai saber.

Arquivo pessoal
Vai até achar que serão muitas décadas mas pode ser surpreendido a qualquer momento com a hora de ir embora.
Somente um conselho é importante:
Não perca tempo.
Brigas . Raiva. Para que? ...
Uma hora você vai embora. E só vai ter perdido tempo. Coisas ruins ou que possam fazer mal? Desvie delas. Saia. Vá para longe. Porque só vão roubar seu tempo. Você ficará preso, enrolado, envolvido e perderá mais tempo. E um dia quando você menos esperar: Acabou. Acabou seu tempo. Não adianta pedir mais 5 minutinhos para se despedir, nem 15 para pedir desculpas á alguém e nem 3 dias para ir visitar ou até mesmo voltar naquele lugar que você queria ter ido. Acabou mesmo. Não tem volta. O que ficou, ficou. O que viveu, viveu. Mas acabou. Espero que tenha aproveitado.

Mesmo que pense em uma próxima chance de conhecer tudo novamente, nem ela, nem essa, serão lembradas e sentidas depois. Ou você sente agora ou nem de se arrepender terá tempo. Diversifique suas experiências e aproveite para aprender. Não fique parado fazendo coisas repetidas. Só lembre do único conselho: Não perca tempo. A vida é essa. É essa mesmo. Sua chance foi assim, desse jeito que ela veio. É agora ou nunca mais.

  Dr. Paulo André Issa
médico psiquiatra
www . pauloandreissa .com .br
 
 
Sem comentários... Deixe o passado , ele passou!!
O futuro não nos pertence, ele ainda não aconteceu!! O presente é agora nessa grande intersecção entre passado e futuro. O momento que escrevi a primeira palavra desse pequeno texto era o presente, agora que estou escrevendo exatamente essa PALAVRA, já é o presente que era futuro e que se transformou em passado. Ah!! O tempo...
 Vamos viver, simplesmente viver!!! Sem mágoas, arrependimentos, com a sensação de que fizemos o melhor ...
Paz e luz!!
Judi Menezes
 
 
 

12 de jun de 2013

Amor



Autor – Carlos Barros



Ficarei na sombra deste sentimento indecifrável, incoerente, inexplicável, imprevisível. Escreverei em poucas linhas sobre este mistério que amorosamente nos encanta. O encantado amor dos sensíveis, dos egoístas, dos altruístas, dos artistas. O feminino amor com seus desejos, sonhos, mistérios, seduções, ilusões, desilusões, esperança. Sua força de amar. Sua potência para recomeçar.
Amor que amamenta, acalenta, lamenta, completa, complementa. Amor reprimido, correspondido, rejeitado. Amor ferido que grita, ameaça, chora, foge. Arrependido amor que retorna, abraça, promete, implora perdão. Amor que perdoa! Depois o carinho, o beijo e o sexo perdoado. Esta química do amor diluída na física do corpo. Esta matemática do amor dividido, somado, multiplicado.
Saudade do amor, do primeiro amor. Tristeza pelo amor que morre. Lagrimas pelo amor que se foi. Júbilo pelo amor que nasce, cresce, rejuvenesce. Amando palavras de amor eterno.
Agora fecha teus olhos e escuta a sabedoria da Vida: Se amares verdadeiramente, deverás conviver com a busca incansável da felicidade com este amor, com o medo da perda deste amor e a saudade do amor que partiu.
Não há como esquecer os amores do passado. Ama o amor do presente.Afrodite é deusa inspiradora. O amor é divinamente eterno na alma dos mortais. Não temas o amor-paixão que corrói o espírito. Não morrerás de amor!
Sentirás na pele os sentidos orgânicos do amor. Teu corpo abrasador expressa este gozo desejante. Amor entre quatro paredes, fora das paredes, amor sem paredes! Amor que penetra na carne sem pudor. Amor fluido descendo pela boca insaciável de Eros.
Tranquiliza-te perante o amor. Acalma teu coração. Deixa de lado a incerteza provocada em nome da razão. Enquanto teu espírito procura respostas, o amor escorrega entre teus dedos. Que não seja necessário desvendar, entender, explicitar. Que seja suficiente senti-lo atravessando teu ser.
Não matarás em nome do amor. Amarás em nome dos que amam. Amarás o próximo e o distante. Amarás a terra. Amarás os animais. Amarás a existência! Amarás o amor que transborda no teu interior. Amarás a Vida como a ti mesmo!


O amor não prescinde comentários...
Namastê
Paz e luz!!
Judi Menezes

10 de jun de 2013

Foda-se!!!!



AMADO MESTRE,

EU FICO CHOCADO QUANDO VOCÊ USA A PALAVRA 'FODA'. O QUE FAZER?

Quando Friedrich Nietzsche declarou: ‘Deus está morto’, ele mesmo ficou totalmente desamparado, sem esperança, desconsolado, perdeu o significado. Ele teve que passar por um longo processo de insanidade.

Nietzsche parece-me ser a figura mais importante e dominante do mundo no século passado. Sem qualquer argumento sua declaração se infiltrou em todas as mentes. Mas ele não estava ciente das implicações. Eu não tenho nenhum problema se deus está morto. Não há necessidade de lamentar sua morte.

O problema é que, se deus está morto, então você perde a palavra mais importante na sua língua e você vai precisar de uma substituta. Deus foi um fim, um extremo, e quando um extremo desaparece de sua visão mental, o necessário e inevitável é você cair no outro extremo.

E foi isso que aconteceu. Em vez de deus, 'foda' tornou-se a palavra mais importante da língua. Mesmo Friedrich Nietzsche se ele voltar, ele ficará surpreso, e ele vai tentar ressuscitar de alguma forma o deus morto, porque isso é estúpido. Mas você vai precisar de um relatório completo sobre isso, uma pesquisa ampla.
Essa é uma das palavras mais bonitas. O idioma Inglês deve ter orgulho disso. Eu não acho que qualquer outra língua tem uma palavra tão bonita.
Um indivíduo, um Tom qualquer da Califórnia fez uma grande pesquisa sobre isso.
Eu acho que ele deve ser o famoso Tom do bem conhecido livro Tom, Dick e Harry.
Ele diz: Uma das palavras mais interessantes no idioma Inglês é hoje a palavra – Fuck - 'Foda'.
É uma palavra mágica: apenas pelo seu som pode-se descrever a dor, prazer, ódio e amor.
Na linguagem ela cai em muitas categorias gramaticais. Ela pode ser usada como um verbo, tanto transitivo (João fodeu a Maria) e intransitivo (Maria foi fodida por João), e como um substantivo (Maria é uma bela foda).
Ela pode ser usada como um adjetivo (Maria é de uma beleza fodida).
Como você pode ver não há muitas palavras com a versatilidade de 'foda'.
Além do significado sexual, há também as seguintes utilizações:
• Fraude: fui fodida no leilão de carros usados.
• Ignorância: Vou-me foder se eu souber.
• Problema: Eu acho que eu estou fodido agora!
• Agressão: Foda-se!
• Desgosto: Que foda está acontecendo aqui?
• Dificuldade: Eu não consigo entender essa foda de trabalho.
• Incompetência: Ele é um fodido.
• Suspeita: Que foda você está fazendo?
• Prazer: Eu tive uma boa foda.
• Pedido: Tire sua cara fodida daqui!
• Hostilidade: Eu vou bater na sua cara fodida!
• Parabéns: Você é foda.
• Apatia: Quem se fode?
• Inovação: Pegue o martelo mais fodão.
• Surpresa: É Foda! Você me assustou!
• Ansiedade: Hoje é realmente uma foda.
E pode ser muito saudável também se todo dia de manhã você o fizer como uma Meditação Transcendental – no momento que você se levantar, a primeira coisa, repita o mantra "Foda-se!" cinco vezes - ele limpa a garganta. É assim que eu mantenho a minha garganta limpa!
Chega por hoje. (Osho)




Eu desejo as seguintes utilizações pra você:

Que você tenha uma boa foda na sua vida (prazer); Sabendo que você é foda ( parabéns) : segurando no seu martelo ( seja qual for o instrumento) mais fodão. Utilizando-se é claro do mantra "foda-se" para limpar a garganta.

Haja Foda!!!!

Namastê

Paz e luz!!

Judi Menezes

5 de abr de 2013


Paz e luz!!
Boa reflexão!! Se quiserem e puderem...
Beijos
Judi Menezes

23 de mar de 2013

Devaneios


Ao ler um texto da Martha Medeiros chamado Felicidade nas pernas.
De repente, aparentemente do nada, me vi sentada, fazendo  um balanço, e tentando perceber a  real situação da vida, dessa vida cotidiana...
Aí está você, e de repente você percebe que você está gastando toda a sua vida apenas mal chegando. Você mantém uma boa frente. Você consegue fazer face às despesas de alguma forma e olhar OK do lado de fora.
Mas esses períodos de desespero, aqueles momentos em que você sente tudo desabar em você, você mantem  para si mesmo. Está uma bagunça. E você sabe disso.Mesmo assim conseguimos esconder isso lindamente. Enquanto isso forma, para baixo sob tudo o que você acabou de experimentar, pensamentos  que tem haver de alguma forma com outra maneira de viver, alguma melhor maneira de olhar para o mundo, uma maneira de tocar a vida mais plenamente. Você clica nela por acaso, agora e depois. Você consegue um bom emprego. Você se apaixona. Você ganha o jogo. e por um tempo, as coisas são diferentes. A vida assume uma riqueza e clareza que faz todos os maus momentos e coisas monótonas desaparecerem. A textura toda a sua experiência e as mudanças que você diz para si mesmo: "OK, agora eu fiz isso, agora eu vou ser feliz". Mas, então, que se desvanece, também, como fumaça ao vento. Você é deixado com apenas uma memória. Isso e uma vaga consciência de que algo está errado.
Será que não há outro reino onde  toda a profundidade e sensibilidade disponível na vida e que  de alguma forma, você não consegue ver (experimentar)?
Você acaba se sentindo cortado. Você se sente isolado da doçura de experiência por algum tipo de algodão sensorial. Você não está realmente a tocar vida?
 Você não está fazendo isso de novo!! O mundo parece que o lugar habitual falta, o que é chato na melhor das hipóteses. É uma montanha-russa emocional, e você gasta muito do seu tempo caminhando  para as alturas, visualizando o pote dourado ( o emprego, a grana, o relacionamento ideal, o status, o reconhecimento...)
Então, o que está errado com você? Você é um louco? Não. Você é apenas humano. E você sofre do mesmo mal que infecta todos os seres humanos. É um monstro dentro de todos nós, e tem muitos braços: tensão crônica, falta de compaixão genuína pelos outros, incluindo as pessoas mais próximas a você, sentimentos bloqueados, e morte emocional. Muitos, muitos braços. Nenhum de nós é inteiramente livre dele. Nós podemos negar. Nós tentamos suprimir. Nós construímos toda uma cultura em torno, escondendo, fingindo que não está lá, e ficamos distrair-nos de que, com metas e projetos e status tudo está e ficará bem. Maravilhoso, não? Mas nunca vai embora. É uma corrente constante em cada pensamento e cada percepção, uma voz sem palavras na parte de trás da cabeça, dizendo: "Não é bom o suficiente ainda tem que ter mais Tenho que fazer isso melhor Tem que ser melhor...." É um monstro, um monstro que se manifesta em todos os lugares, de formas sutis.
Ir a uma festa. Ouvir o riso, a voz frágil de língua que diz o divertimento na superfície e debaixo de medo. Sinta a tensão, sentir a pressão.Ninguém relaxa. Eles estão fingindo. Ir a um jogo de bola. Assista o ventilador no estande. Assista ao ajuste irracional de raiva. Assista a frustração descontrolada borbulhando diante de pessoas que se disfarça sob o pretexto de entusiasmo, ou espírito de equipe. Vaias e egoísmo desenfreado em nome da lealdade da equipe. Embriaguez, brigas nas arquibancadas. Estas são as pessoas que tentam desesperadamente para liberar a tensão de dentro. Estas não são as pessoas que estão em paz consigo mesmos. Veja as notícias na TV.Ouça as letras em canções populares. Você encontra o mesmo tema repetido várias vezes em variações. O ciúme, o sofrimento descontentamento, estresse, agressões...
Ahh!! A vida também parece ser uma luta perpétua, algum esforço enorme contra chances incríveis.
Ficamos presos no 'Se' (síndrome): Se eu tivesse mais dinheiro, então eu seria feliz. Se só eu posso encontrar alguém que me ama de verdade, se eu posso perder 20 quilos, se eu tivesse uma TV a cores, jacuzzi e cabelo liso  e assim por diante para sempre.
Então onde é que todo esse lixo vem e ,mais importante, o que podemos fazer sobre isso? Ele vem das condições de nossas próprias mentes. É definido, profundo sutil e penetrante de hábitos mentais, um nó primordial que temos construído pouco a pouco e podemos desvendar exatamente da mesma maneira, uma peça de cada vez. Nós podemos afinar a nossa consciência de dragagem, se cada peça separada e trazê-lo para a luz. Nós podemos fazer o inconsciente consciente, lentamente, uma peça de cada vez.
A essência de nossa experiência é a mudança. A mudança é incessante. Momento a momento a vida flui e nunca é o mesmo. Alteração permanente é a essência do universo perceptual. A molas do pensamento em sua cabeça e meio segundo depois, ele se foi. E vem outro, e que se foi também. Um som atinge seus ouvidos e depois o silêncio. Abra os olhos e para o mundo derrame um  piscar e ele se foi. Pessoas entram na sua vida e saem  de novo. Amigos vão, parentes morrem. . Às vezes você ganha e assim como muitas vezes você perde. É incessante: mudança, mudança, mudança. Não existem dois momentos que sejam sempre o mesmo.
Não há nada de errado com isso. É a natureza do universo. Mas a cultura humana nos ensinou algumas respostas estranhas a este fluxo interminável. Nós categorizamos experiências. Tentamos ficar em  cada percepção, cada mudança mental neste fluxo interminável em um dos três escaninhos mentais. É bom ou é ruim, ou é neutro. Em seguida, em  qual caixa devemos colocá-lo para que possamos acessá-lo como um conjunto de fixos habituais para as nossas respostas mentais. Se uma percepção particular tem sido rotulada "boa", então nós tentamos parar o tempo ali. Nós agarramos a esse pensamento particular, acariciamos , nós tentamos mantê-lo, não o deixamos escapar. Quando isso não funciona, vamos com tudo,em um esforço contínuo para repetir a experiência que causou esse pensamento.
Ao longo do outro lado da mente está a caixa "ruim". Quando percebemos algo "ruim", tentamos afastá-lo. Nós tentamos negá-lo, rejeitá-lo, se livrar dela de qualquer maneira que pudermos. Nós lutamos contra a nossa própria experiência. Corremos de pedaços de nós mesmos. Entre estas duas reações encontra-se a caixa  neutra. Aqui nós colocamos as experiências que não são nem boas nem más. São mornas,desinteressantes e chatas. Nós embalamos experiência de distância, na caixa neutra, para que possamos ignorá-la e, assim, voltar a nossa atenção para onde está a ação, ou seja, o nosso círculo infinito do desejo e da aversão. Esta categoria de experiência fica privada de seu quinhão, da nossa atenção. Simplesmente ignoramos. O resultado direto de toda a loucura é uma corrida em esteira perpétua para lugar nenhum, sem parar,batendo depois de prazer, sem parar de fugir da dor, infinitamente ignorando 90 por cento da nossa experiência. Em última análise, pergunto-me se esse é um sistema que funciona?Qual o preço que pagamos por isso?
Não importa o quão duro você busque  o prazer e o sucesso, há momentos em que você vai  falhar. Não importa o quão rápido você possa  fugir, há momentos em que a dor alcança  você. E entre esses tempos, a vida é tão chata que você podia gritar. Nossas mentes estão cheias de opiniões e críticas. Nós construímos muros em torno de nós mesmos e estamos presos com a prisão de nossos próprios gostos e desgostos. Nós sofremos. O sofrimento é uma grande palavra no pensamento budista. É um termo chave e este deve ser bem compreendido.  À primeira vista, isso parece extremamente mórbido e pessimista. É tudo transitório.
Soa muito triste, não é? Felizmente, não é, não ao todo. Ele- o sofrimento- só soa sombrio quando você vê-lo a partir do nível de perspectiva mental ordinária, o nível muito rasteiro em que o mecanismo da esteira mental opera.
Acredito que existe um estado mental que se situa uma outra perspectiva geral, uma maneira completamente diferente de olhar para o universo. É um nível de funcionamento em que a mente não tenta congelar o tempo, onde não agarrar a nossa experiência como flui por, onde não tentar bloquear as coisas e ignorá-las. Elas são exatamente o que são.. É um nível de experiência para além do bem e do mal, além do prazer e da dor. É uma bela ( não sei se bela - pra você também?) maneira de perceber o mundo, acredito que seja uma habilidade aprendida. Não é fácil, mas é aprendida.
Felicidade e paz. São esses os principais problemas da existência humana. Isso é o que todos nós estamos buscando. Isso muitas vezes é um pouco difícil de ver porque nós encobrir esses objetivos básicos com camadas de objetivos de superfície. Queremos comida, queremos dinheiro, queremos sexo, posses e respeito. Nós até dizemos para nós mesmos que a idéia de "felicidade" é muito abstrata: "Olha, eu sou prático Apenas me dê bastante dinheiro e vou comprar toda a felicidade que eu preciso.". Infelizmente, esta é uma atitude que não funciona.Examine cada uma dessas metas e você vai descobrir que eles são superficiais. Você quer comida. Por quê? Porque eu estou com fome.Então você está com fome, e daí? Bem, se eu comer, eu não vou estar com fome e então eu me sinto bem. Ah ha! Sinta-se bem! Agora, há um item real. O que nós realmente procuramos é não os objetivos de superfície. Eles são apenas meios para um fim. O que realmente desejam é a sensação de alívio que vem quando a unidade está satisfeito. Relaxamento, alívio e fim da tensão. Paz, felicidade, desejo, não mais.
Então, o que é essa felicidade? Para a maioria de nós, a felicidade perfeita significaria recebendo tudo o que queríamos, estar no controle de tudo, jogar "Ave César" , fazendo com que o mundo todo dançar um gabarito de acordo com todos os seus caprichos. Mais uma vez, não é assim que funciona. Dê uma olhada na história das pessoas que realmente tinham essa potência final. Estas não eram pessoas felizes. Com toda a certeza eles não eram homens em paz consigo mesmos. Por quê? Porque eles foram levados para controlar o mundo total e absoluta e não puderam. Eles queriam controlar todos os homens e lá permaneceram homens que se recusaram a ser controlados. Eles não podiam controlar as estrelas. Eles ainda ficavam doentes. Eles ainda tiveram que morrer.
Você nunca pode obter tudo o que deseja. É impossível. Felizmente, não há outra opção. Você pode aprender a controlar sua mente, para sair deste ciclo infinito do desejo e da aversão. Você pode aprender a não querer o que você quer, para reconhecer desejos, mas não pode ser controlado por eles. Isso não significa que você se deitar na estrada e convidar todos a andar em cima de você. Isso significa que você continuar a viver uma vida muito normal para o futuro, mas viver de um ponto de vista totalmente novo. Você faz as coisas que uma pessoa deve fazer, mas você está livre de que impulsividade, transtorno obsessivo compulsivo de seus próprios desejos. Você quer algo, mas você não precisa correr atrás dele. Você tem
medo de alguma coisa, mas você não precisa ficar aí tremendo em suas botas. Este tipo de cultura mental é muito difícil. Leva anos!!Mas tentar controlar tudo é impossível, e o difícil é preferível ao impossível.
Espere um minuto, no entanto...apareceram outros pensamentos...
Paz e felicidade! Não é isso que a civilização quer?  Tudo isso?
Nós construímos arranha-céus e rodovias. Nós pagamos férias, aparelhos de TV. Nós fornecemos hospitais gratuitos, segurança e benefícios sociais. Tudo isso tem como objetivo fornecer alguma medida de paz e felicidade. No entanto, a taxa de doença mental sobe constantemente, e os índices de criminalidade subir mais rápido. As ruas estão cheio de delinquentes e pessoas instáveis. Cole seus braços fora da segurança de sua própria porta e alguém é muito provável que roubar o seu relógio! Algo não está funcionando. Um homem feliz não se sente impulsionado a matar.Nós gostamos de pensar que a nossa sociedade está a explorar todas as áreas do conhecimento humano, a fim de alcançar a paz ea felicidade. Estamos apenas começando a perceber que temos superdesenvolvido o aspecto material da existência, em detrimento do aspecto emocional mais profundo e espiritual, e estamos pagando o preço por esse erro. É uma coisa a falar sobre a degeneração da fibra moral e espiritual da sociedade, e outra coisa a fazer algo sobre isso. O lugar para começar é dentro de nós mesmos. Olhe atentamente para dentro, verdadeira e objetiva, e cada um de nós vai ver momentos em que "Eu sou o punk" e "Eu sou o louco". Vamos aprender a ver esses momentos, vê-los claramente, limpa e sem condenação, e estaremos em nosso caminho para cima e fora, de ser assim.
Você não pode fazer mudanças radicais no padrão de sua vida até que você comece a ver-se exatamente como você está agora. Assim que você fizer isso, as mudanças fluem naturalmente. Você não tem que forçar ou lutar ou obedecer a regras ditadas a você por alguma autoridade. Você acabou de mudar. É automático. Mas chegar à visão inicial é uma tarefa bastante. Você tem que ver quem você é e como você é, sem julgamento, ilusão, ou a resistência de qualquer tipo. Você tem que ver o seu próprio lugar na sociedade e sua função como um ser social. Você tem que ver os seus deveres e obrigações para com seus semelhantes, e, acima de tudo, a sua responsabilidade para si mesmo como uma pessoa que viva com outros indivíduos. E você tem que ver tudo isso de forma clara e como uma unidade, uma gestalt ( não sou capacitada pra falar em gestalt, mas foi a melhor expressão que surgiu no meu pensar,não fiquei resistente, deixei fluir) única de inter-relação. Parece complexo, mas ocorre muitas vezes em um único instante. Cultura mental através da meditação é sem rival em ajudar você a atingir esse tipo de entendimento e felicidade serena.
Comecei  a ler Dhammapada é um texto budista antigo que antecipou Freud ( minha paixão primeira) por milhares de anos. Ele diz: "O que você é agora é o resultado do que você era, do que você será amanhã e  será o resultado do que você está agora . As conseqüências de uma mente perversa o seguirá como o carro segue o boi que puxá-lo... As consequências de uma mente purificada irá segui-lo como sua própria sombra Ninguém pode fazer mais por você do que sua própria mente purificada -.. nenhum pai, nenhum parente, nenhum amigo, ninguém Uma mente bem disciplinada traz felicidade ".
to.
Em nossa sociedade, somos grandes crentes na educação. Acreditamos que o conhecimento faz com que uma pessoa culta  civilizada.Civilização, no entanto, lustra a pessoa superficialmente. Sujeitar nosso cavalheiro nobre e sofisticado para tensões de guerra ou de colapso econômico, e ver o que acontece. É uma coisa que obedecer a lei, porque você sabe que as sanções e temem as conseqüências. É algo totalmente diferente de obedecer a lei, porque você tem purificado-se da ganância que faria você roubar, o ódio que faria você matar. Jogue uma pedra em um córrego. A água corrente iria alisar a superfície, mas a parte interna permanece inalterada. Tome essa mesma pedra e ao  colocá-lano fogo intenso de uma forja, e as mudanças de pedra inteiros dentro e fora. Tudo se derrete.
Civilização, homem muda do lado de fora. Meditação suaviza dentro, através e completamente.
Meditação é o fogo cadinho de limpeza que funciona lentamente através da compreensão. A sua  maior compreensão, mais flexível e tolerante você pode ser. A sua  maior compreensão, o mais compassivo você pode ser. Você está pronto para perdoar e esquecer. Você sente o amor para com os outros, porque você compreende. E você compreende os outros, porque você entendeu a si mesmo. Você olhou profundamente para dentro e viu a ilusão e  as suas próprias falhas humanas. Você já viu a sua própria humanidade e aprendeu a perdoar e a amar. Quando você aprendeu compaixão por si mesmo, compaixão pelos outros é automático.
A meditação é muito parecida com o cultivo de uma nova terra. Para fazer um campo de uma floresta, primeiro você tem que limpar as árvores e retirar os tocos. Então você cultiva o solo e fertiliza. Então, você irá semear a sua semente e colher suas colheitas. Para cultivar a sua mente, primeiro você tem que limpar os irritantes que estão no caminho, trazê-los para  fora pela raiz para que eles não voltem a crescer. Então você vai fertilizar. Você bomba energia e disciplina no solo mental. Então você semear e colher, fé, tranquilidade e sabedoria.
Fé e a moral, a propósito, tem um significado especial neste contexto. Numa visão, talvez budista, defendo a fé no sentido aqui é mais perto de confiança. Não tenho fé no que simplesmente está escrito num livro, não tenho fé porque algum profeta manifestou-se...
É saber que algo é verdade, porque você já viu isso funcionar, porque você tem observado a coisa dentro de si. Da mesma maneira, não é uma moralidade, uma  obediência ritualística para alguns,  externar um código, imposto de comportamento.
Cada vez mais acredito que o  objetivo da meditação é a transformação pessoal. O que entra por um lado da experiência de meditação não é o mesmo que sai do outro lado. Ele muda o seu personagem através de um processo de sensibilização, fazendo com que você profundamente consciente de seus próprios pensamentos, palavras e ações. Sua arrogância evaporou-se e seca-se o seu antagonismo. Sua mente torna-se calma. E sua vida suaviza. Assim, a meditação corretamente executada prepara para enfrentar os altos e baixos da existência. Ela reduz a tensão, o medo, e sua preocupação. Inquietação recua e moderamos as paixões. As coisas começam a se encaixar e sua vida se torna um deslize ao invés de uma luta.Tudo isso acontece através da compreensão.
Meditação aguça a sua concentração e seu poder de pensamento. Então, peça por peça, suas motivações subconscientes próprias e mecânicas ficam claras para você. Sua intuição aguça. A precisão de seus aumentos de pensamento e gradualmente chegar a um conhecimento direto das coisas como elas realmente são, sem preconceitos e sem ilusão.
 Então este é motivo suficiente para se preocupar? Não!!!!!
Estas são apenas promessas no papel. Há apenas uma maneira que você vai saber se a meditação vale a pena o esforço. Aprenda a fazer e ao fazê-lo, veja por si mesmo!!

Paz e luz!
Felicidade já é outra história...estou com  o pensamento nas pernas!! Vou ao deleite!!
Judi Menezes

14 de mar de 2013

AMARELLO AMOR

Sem palavras!! Não prescinde comentários... perfeito!! Expressão máxima de tudo que sinto sobre o amor.
Paz e luz!!
Judi Menezes

31 de jan de 2013

Frase do dia





Estar disponível para o outro demanda uma nova atitude desinteressada.
Valorizamos a generosidade e compaixão, mas achamos que são apenas para aquelas pessoas iluminadas. Equívoco!!! Todos temos algo para dar. Pode ser um abraço, uma palavra, um gesto, um carinho e acredito que até mesmo o silêncio pode estar impregnado de generosidade e compaixão.
Acredito que a generosidade existe potencialmente em cada um de nós. A questão é  por que a cada dia que passa celebramos essa virtude, mas não a praticamos. 
Não celebre a compaixão e a generosidade. 
Experimente compaixão e generosidade.
Pratique compaixão e generosidade. 

Paz e luz!!!
Judi Menezes

29 de jan de 2013




 Sentimos a nossa alma gêmea , ao fecharmos os olhos no instante que a mais bela música, vibra na pele. A pele arrepia, não pela música, mas pelo despertar da alma, que flui para se entrelaçar com a linda alma gêmea , aonde quer que ela esteja. Sentimos no ínfimo instante , o amor que sonhamos, que perdemos. A música acaba e em silêncio a alma nos abraça, suspiramos...
Paz e luz!!
Judi Menezes

10 de jan de 2013



Acabei de assistir uma postagem muito interessante http://blog.psicologoroberte.com.br/ é um vídeo do national geografhic - Um  leopardo arrependido.
Não vídeo instiga à reflexão, tem a reflexão óbvia , a coisa da violência explícita e escancarada do nosso dia a dia, infelizmente já ficou banal para a maioria das pessoas. 
Esse vídeo me suscitou  o seguinte pensamento, desculpe-me, talvez nem exista conexão entre o vídeo e minha reflexão. Penso que há todo momento estamos nos reinventando.A cada segundo uma nova descoberta, repleta de novas verdades.
E no mesmo instante em que são descobertas, as respostas deixam de ter seu valor.
O limite espaço temporal se tornou obsoleto.
É que estamos cada vez mais próximos, mais juntos, e sempre conectados.
As relações se tornaram superficiais.
As emoções só são expressas por meio de citações no facebook.
E quando isso termina?
Onde vamos parar?
Mais importante do que ter as perguntas, e saber das respostas.
É o Bang do Big! O mundo em eterna expansão... Até chegar o Big Crunch1.
Parafraseando Sócrates: A grande certeza, é que não há certezas.
Agora imagine o contrário de tudo isso?
Saia da sua caixinha por um instante. Pare a leitura, feche os olhos, e por cinco segundos, imagine o nada!
Se você é como eu, não deve ter feito. Mas se não é como eu (afinal, há aqueles que são diferentes) e fechou os olhos para imaginar a não cena, não conseguiu nada além de ouvir seus próprios pensamentos.
Eu fico imaginando uma liberdade 2, para longe de tudo isso... Imagine um cenário diferente.
Não, o mundo não seria tão louco quanto você pensa, talvez ainda tivéssemos carroças circulando pelas ruas, chaleiras em cada casa, e mesmo assim, possivelmente ainda persistiria alguma desigualdade social. Nada nunca é perfeito. E até pode ser um retrocesso, mas gosto de pensar que: talvez, apenas talvez, ainda seriamos mais humanos.
Pensar uma ética da cumplicidade, da complexidade e da (com)paixão é deixar-se mover por uma estética do pensamento que abre mão dos limites confortáveis da ciência – reino último da palavra, para lançar-se na errância da criação, outra forma de dizer da condição humana. A obsessão pela predição e controle, que encarcerou as ideias de homem e de mundo em conceitos contaminados pela racionalidade fechada, abre-se a uma nova e bem vinda obsessão: a compreensão poética das coisas. (CARVALHO et. al.,1998, p.20).
Um tantinho de humanidade que seja já basta, e faz muita diferença. As pessoas pregam o respeito à diferença, a tolerância, mas se esquecem do essencial: aquilo que um dia nos diferenciou dos demais animais - nossa humanidade.
Imersa em minha loucura - Acredite! Cada uma tem a sua - Imersa em minha loucura eu gosto de reinventar o dia, talvez seja um delírio, utopia, ou quem sabe não!!! Mesmo assim, eu tento reinventar o dia, a cada dia.
Começo do nada, como penso que o foi o começo das coisas: Do Nada. Um grande espaço branco, como o da Matrix3. É assim todo dia: um grande fundo branco; então algumas cores; aumento o volume; e o dia nasce as vezes sem música, prefiro quando ele nasce com música, não é sempre que o que preferimos acontece. De fundo: talvez o som de algum carro passando na rua, ou do vizinho abrindo o portão da garagem. De paisagem: algumas janelas fechadas, a cor gélida dos muros, as mobilhas da casa e mais nada, será? Mentira!! Tem o azul,sempre olho para o céu, ironia , nem sempre ele está azul!!!
Não parece grande coisa, eu sei, mas é um começo.
E sem grandes pretensões, pego lápis e papel (ainda não fiquei totalmente familiarizada com o notebook, que arcaica!!) e escrevo  o que penso ser um insight, ou vários em um mesmo texto. Na esperança de que sejam estas, de algum modo, várias das respostas às questões que possivelmente irão surgir.
Você que está lendo essas linhas pode perguntar: por que você não falou da violência?
Não sei !! Será que não falei, talvez apenas não tenha escrito da forma que você esperava, algo escancarada... Mais uma vez repito, não sei se falei, se fui clara, objetiva... Vai saber!!!
Deixo a resposta com vocês... 
Reflitam se quiserem e como puderem...quem sabe a não reflexão possa ajudar bastante. Não sei, não faço a mínima ideia...

Paz e luz!!
Judi Menezes