30 de nov de 2011

Separação: adeus é sempre adeus e não carece de riqueza de detalhes

Se a nossa felicidade depende de nossas escolhas, após a separação, a pessoa precisará ser muito mais seletiva se pretender viver uma segunda união.


Ninguém deseja iniciar um relacionamento já estabelecendo um tempo de duração para ele. Contudo, há alguns compromissos que não conseguem resistir aos desafios propostos pelo casamento e culminam na separação. Isso pode ocorrer por falta de maturidade dos casais, pela falta de conhecimento quanto às obrigações e responsabilidades contidas no matrimônio ou por outros motivos que podem ser justificados somente pelos dois.

Os desgastes emocionais com os trâmites legais [da separação], a partilha dos bens conquistados pelos cônjuges enquanto conviviam, a definição do destino das crianças, quando essas são frutos do relacionamento… Toda essas situações geram sequelas nas pessoas envolvidas.

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Muitas vezes, os amigos do casal, volta e meia, questionam, extasiados, a respeito do fim do matrimônio. Quase sempre se referem às pessoas separadas tratando-as com o sobrenome de casadas, ou, em outras ocasiões, se referindo a elas como “o (a) ex de fulana (o)”. Dessa forma, muitos ex-cônjuges parecem condenados a viver sob os antigos rótulos da vida de casados.

Algumas mulheres, além das crises provocadas pela separação, também vivem os preconceitos de ser vistas como pessoas carentes, não realizadas no casamento. E existem algumas que ainda sofrem perseguições do ex-marido ciumento que não aceita a ideia da ex-esposa procurar a felicidade ao lado de outra pessoa.

Como se não bastasse todo o esforço para desvincular tais estigmas, os transtornos emocionais não deixarão de existir. Casais separados estão sujeitos aos desafios de enfrentar sentimentos negativos a respeito da má experiência vivida ou até mesmo a respeito dos próprios conceitos, muitas vezes, estereotipados sobre as pessoas do sexo oposto.

Quase sempre os divorciados terão de digladiar com suas carências e buscar a cura das feridas geradas por um período tumultuado em suas vidas. Para muitos, a realidade de separados traz consigo a incumbência de, também, administrarem uma família sozinhos. Entretanto, há pessoas que sabem conviver, perfeitamente, com essa situação levando a vida de solteiro (a) com responsabilidade e sabedoria.
Embora seja comum despender certo tempo para se recompor da mal sucedida experiência, há um grupo de pessoas que ainda deseja viver a felicidade procurada, novamente num relacionamento a dois. Mas, acreditar que precisam encontrar alguém a qualquer custo poderá ser um erro tanto para homens quanto para mulheres separados ou não!


Paz e Luz!!
Judi Menezes



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