26 de fev de 2011

Maternidade e Maternagem


Vida Despertada
vida despertada (Fernando Hiroki Kozu)
 Maternidade = qualidade ou condição de ser mãe, laço de parentesco que une mãe e filho.
Maternagem = cuidados próprios de mãe, materno, afetuoso, dedicado, carinhoso e maternal.

Assim se classificam os dois termos, maternidade e maternagem, embora bastante semelhantes em suas descrições são diferentes em essência. Ambos possuem características arquetípicas e instintivas.
A maternidade é uma característica única feminina de conseqüências instintivas e arquetípicas, podendo o aspecto arquetípico ser sombrio e transformar a mulher numa mãe devoradora, destruidora, não maternal, mas a maternagem se caracteriza muito mais por uma característica arquetípica com apelo instintivo primordial, assim aquela, ou aquele, que exerce a maternagem possui sempre a característica de servir, de devoção, mas não nos enganemos, também aí encontraremos o aspecto sombrio daquele que usa deste recurso para, abusando do poder, exercer o mal e a destruição.
E é exatamente aí que encontramos “a diferença que faz a diferença” na saúde, tanto física quanto psíquica, dos seres e na sobrevivência de toda forma de vida: a maternagem consciente.
Ser mãe é uma condição sempre física e nem sempre optativa, mas a maternagem é sempre uma escolha, um desejo de servir que existe nas mulheres e nos homens que possuem uma relação de influência por sua anima.Maternagem é cuidar, dedicar-se por amor. Embora o conceito derive da mesma raiz não significa, em absoluto, que toda mãe é maternal.
As pessoas maternais são aquelas que abraçam as grandes causas, preocupam-se com todos os seres, por mais simples e pequenos que possam ser, não vivem do discurso logóico característico dos homens e do animus, mas, da relação, do cuidado feminino, da preocupação e do cuidado que mães amorosas possuem.
Ampliando nossos horizontes vemos que é exatamente do que precisamos para equilibrar esta sociedade tão unilateralizada pela racionalização, tão carente de cuidados, tão carente de serviços amorosos, tão distante do colo da Mãe.
Mãe, o arquétipo da Grande Mãe é aquele que precisamos experienciar ao nascer, é uma necessidade vital para que sejamos íntegros, no sentido de inteiros tanto física quanto psiquicamente. Mas é também aquele que ansiamos nos momentos de escolhas e nas transformações que o nosso crescimento e nossa vida nos impõem. E, na morte, é neste colo que queremos fechar os olhos.


Ercilia Simone Dalvio Magaldi, e-mail: simonemagaldi@ijep.com.br
Pedagoga – Filósofa – Especialista em Psicologia Junguiana -– mestre em Ciências da Religião – PUCSP e doutora em Ciências da Religião – UMESP. Terapeuta e professora da FACIS


Desejo que o texto acima possa esclarecer melhor o meu pensamento!
Sempre acreditei nesses conceitos e acredito que realmente são poucas as mulheres que conseguem praticar a maternagem!! A maioria delas fica confusa ou me odiando quando falo isso.

Ter o laço de sangue , esse parentesco que supostamente une mãe e filho 'e comum a todas. Mas, a maternagem não vem a ser!
 Quanto mais observo, ate porque a observação faz parte do meu trabalho enquanto professora e psicopedagoga, vejo que muitas mulheres não conseguem exercer a maternagem, esse cuidar carinhoso, com responsabilidade e todas as demandas que surgem dessa relação mãe-filho.
Sinceramente, não tenho nada contra a mulher que diz abertamente que não quer ter filhos e que sua realização pessoal não passa pela maternidade ou ate mesmo pela maternagem. Adoro essa coragem e reconhecimento de si mesmas a partir do processo de "individuação" (termo utilizado na psicologia analítica, para um processo de desenvolvimento pessoal que envolve o estabelecimento de uma conexão entre o ego, centro da consciência, e o self, centro da psique total, o qual, por sua vez, inclui tanto a consciência como o inconsciente.)
Paz e luz!
Judi Menezes




















 






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