26 de out. de 2010

O mais importante...

Um dia, um advogado famoso foi entrevistado. Entre tantas questões, lhe perguntaram o que de mais importante fizera em sua vida.
No momento, ele falou a respeito do seu trabalho com celebridades.
Mais tarde, penetrando as profundezas de suas recordações, relatou: O mais importante que já fiz em minha vida ocorreu no dia 8 de outubro de 1990.
Estava jogando golfe com um ex-colega e amigo que há muito não via.
Conversávamos a respeito do que acontecia na vida de cada um. Ele contou-me que sua esposa acabara de ter um bebê.
Estávamos ainda jogando, quando o pai do meu amigo chegou e lhe disse que o bebê tivera um problema respiratório e fora levado às pressas ao hospital.
Apressado, largando tudo, meu amigo entrou no carro de seu pai e se foi.
Fiquei ali, sem saber o que deveria fazer. Seguir meu amigo ao hospital? Mas eu não poderia auxiliar em nada a criança, que estaria muito bem cuidada por médicos e enfermeiras.
Nada havia que eu pudesse fazer para mudar a situação.
Ir até o hospital e oferecer meu apoio moral? Talvez. Contudo, tanto meu amigo como a sua esposa tinham famílias numerosas.
Sem dúvida, eles estariam rodeados de familiares e de muitos amigos a lhes oferecer apoio e conforto, acontecesse o que fosse.
A única coisa que eu iria fazer no hospital era atrapalhar. Decidi que iria para minha casa.
Quando dei a partida no carro, percebi que o meu amigo havia deixado o seu veículo aberto. E com as chaves na ignição, estacionado junto às quadras de tênis.
Decidi, então, fechar o seu carro e levar as chaves até o hospital.
Como imaginara, a sala de espera estava repleta de familiares. Entrei sem fazer ruído e fiquei parado à porta.
Não sabia se deveria entregar as chaves ou conversar com meu amigo.
Nisso, um médico chegou, se aproximou do casal e comunicou a morte do bebê. Eles se abraçaram, chorando.
O médico lhes perguntou se desejariam ficar alguns instantes com a criança.
Eles ficaram de pé e se encaminharam para a porta. Ao me ver, aquela mãe me abraçou e começou a chorar.
Meu amigo se refugiou em meus braços e me disse: "Muito obrigado por estar aqui!"
Durante o resto da manhã, fiquei sentado na sala de emergências do hospital, vendo meu amigo e sua esposa segurando seu bebê, e se despedindo dele.
Isso foi o mais importante que já fiz na minha vida!

Por Equipe de Redação do Momento Espírita com base em texto sem menção a autor, intitulado "Lição de vida"


* *
A vida pode mudar em um instante.
Podemos fazer planos e imaginar nosso futuro. Mas ao acordarmos pela manhã, esquecemos que esse futuro pode se alterar em um piscar de olhos.
Esquecemos que podemos perder o emprego, sofrer uma doença, perder um amor, cruzar com um motorista embriagado e outras mil coisas. Por isso, entre as tantas coisas que nos tomam as horas todos os dias, não esqueçamos de eleger um tempo para umas férias, passar um dia festivo com a família, dizer palavras carinhosas, contemplar a natureza, jogar conversa "fora" com um amigo... Uma hora para estar com as crianças, ler para elas, participar de uma festa na escola.
E, naturalmente, guardar um tempo para cultivar amizades.
Precisamos cultivar nossas amizades, elas são essenciais em nossa vida e de importância extrema principalmente em horas difíceis como as da mensagem. Que possamos sempre valorizar nossas amizades e ser um amigo fiel tanto nas horas boas, quanto nos momentos difíceis. As ações mais importantes de nossas vidas são aquelas em que ajudamos alguém, fazendo com que essa pessoa sinta o aconchego de um abraço amigo, sinta que pode contar com essa pessoa.
Cultivemos nossas amizades!!
Beijos
Judith

3 de out. de 2010

PRESENTES

Há algum tempo atrás uma mãe repreendeu a filha de 5 anos de idade por ter estragado um rolo de papel dourado que iria servir para decorar uma caixa a ser colocada debaixo da árvore de Natal.
Na noite de Natal a menina pegou numa caixa e entregou-a à sua mãe dizendo:
-Isto é para ti, mamãe.
A mãe ficou sem graça pela sua reação precipitada, mas a sua raiva aflorou novamente quando viu que a caixa estava vazia, e falou rudemente para a sua filha:
- Não sabes que quando se oferece um presente a alguém é esperado que exista aguma coisa dentro do embrulho?
A menina em lágrimas olhou a mãe e disse:
- Oh, não está vazia, mamãe. Eu soprei para dentro dela até ficar cheia de beijos.
A mãe ficou arrasada. Ajoelhou-se e pediu perdão pela sua ira irracional abraçando-a com ternura.
É sabido que a mãe guardou aquela caixa dourada junto à sua cama durante o resto da sua vida. Sempre que esteve deprimida ou tinha de enfrentar problemas, abria a caixa e tirava de lá um beijinho que a lembrava o amor da criança que o colocará lá.
(autor desconhecido)



Que a correria do dia a dia não nos faça perder a docilidade, a ternura e a sabedoria para reconhecermos os presentes que nos sao ofertados no decorrer da nossa jornada... os melhores, aqueles que realmente nascem do coração. Que possamos refletir com essa mensagem e distribuir presentes desse tipo para quem amamos.
Desejo que cada um tenha sensibilidade para perceber seu presente.

Beijos
Judi Menezes